segunda-feira, dezembro 18, 2006

Utopia

Com tradução de Aires Augusto Nascimento e estudo introdutório de José de Pina Martins, foi agora editada pela Gulbenkian a Utopia de Thomas More. A edição é enriquecida com uma reprodução fac-similada da obra. Imprescindível.

sexta-feira, novembro 17, 2006

"E sem latim?"



Transcrevo a crónica de Jorge Silva Melo que saiu hoje no suplemento Mil Folhas do jornal Público (página 5).

«E sem latim?

Ainda naquela Rua Anchieta que, ao sábado, se ornamenta de preciosos livros, abro o belo volume negro dos "4 Poètes Portugais", edição (1970) da Gulbenkian e das Presses Universitaires de França, que acabo de encontrar.

Os meus amigos estrangeiros pararam, estávamos na esquina da Bertrand. Ávido, eu procurava, em Cesário, para lhes ler em voz alta e no local certo, o que ele diz da jovem actriz que sobe o Chiado revendo o seu texto ao ir para um teatro, que eram, todos, ali por perto. Mas, ao abrir, encontrei foi "O Sentimento de um Ocidental", não resisti, e li, em francês, os versos das "Ave-Marias". Há décadas que o faço, mal encontro um exemplar desses que nunca tenho, sempre ofereci (com selecção, tradução e prefácio de Sophia).

Lembro-me, há já quase trinta anos, da dificuldade que tive, nesta mesma esquina, em explicar a René Allio e a Christine Laurent o significado de "taciturnité", a rara maneira que o tradutor teve para verter a sorumbática "soturnidade" do poema de Cesário.

Mas, hoje, vejo o olhar parado de um dos meus interlocutores, homem que seria, há anos, de meia-idade, e, agora, ainda será jovem, entre os 30 e os 40 anos. "E porque é que se chama 'Angelus' esse poema?", acaba por me perguntar. Explico-lhe que é a tradução de "ave-marias", explico-lhe o que são, maneira de as igrejas anunciarem o cair da noite, o regresso a casa, o fim do trabalho. Ele, que até é homem culto, só se lembra de Millet, dois camponeses dobrados sobre o campo lavrado. "Mas porque é que um poema tão urbano como esse recorre à imagem do campo?" Já não tive tempo para o esclarecer que a noite cai no campo e também na cidade e que a igreja, onde está, onde chegou, o assinala, convidando ao recolhimento, tentando superar (naquela mesma hora em que, para os laicos, desperta) o "absurdo desejo de sofrer": os sinos da Igreja dos Mártires desataram a repicar, enchendo a agitada rua de uma canção que parecia não mais ter fim.

O meu interlocutor não tivera educação religiosa, para ele um sino é qualquer sino, não lhes entende a língua. E, mesmo no centro do Chiado, ignora para que tocam os carrilhões dividindo o dia nas suas tarefas e loas.

E ponho-me a pensar se haverá muitos portugueses (dos poucos que abrem livros) que, ao abrirem o Cesário, ainda sabem o que são estas "ave-marias" e porque assim se chama esta primeira parte do mais belo dos poemas. Já quase ninguém o sabe, aposto. Em próximas edições, haverá também para isso nota de rodapé, essa tremenda lápide que, em memória do sentido perdido, assinala as palavras mortas. Sim, que as palavras morrem e os livros vão-se enchendo de explicações que atestam o bom comportamento do defunto, os seus bons serviços.

Nunca pensei ter de explicar a alguém o que são, na divisão do dia, as "ave-marias", nem mesmo o "angelus" a franceses, muito menos pensei que teria de traduzir (como?) "Stabat Mater" (mas tanta gente me pergunta, que surpresa estranha, eis-me de outros tempos eu que me pensava tão de agora) e que, quando digo (e digo tantas vezes) "Ecce homo", o meu interlocutor talvez pense que estou a falar de alguma parada "gay".

Foi-se, com a vida, o latim da igreja, foi-se, das escolas, o latim. Até o de Virgílio, "lacrimae rerum". E como, na Assembleia, faria bem um pouco de Salústio ao falar-se das SCUT.

E nós, que "vivemos dos nomes" (estupenda sentença de Joyce que me recupera Antonio Tarantino), cá vamos falando, filhos de língua incógnita, vivendo ao lado de sinos que tocam sem sabermos porquê, deixando esvaírem-se as melhores das poesias, devolvendo-as aos fariseus que da vida nada sabem, prescindindo de saber.

Vem, agora, o Papa autorizar o regresso do latim ao eco sem nome das basílicas. Eu queria era que fosse nas escolas, onde a língua se molda, onde se deveria era buscar a forma para nomear esta ansiedade de se ser rapaz ou rapariga.

"Não se pode viver sem Rosselini!", berrava nas ruas o cineclubista apaixonado por Bertolucci. E sem latim, podemos?

Podemos ignorar o carrilhão que nos atropela a conversa, passar incólume ao lado dos fundamentos daquilo que pensamos, seguir o nosso caminho sem ver as pedras que os romanos (os escravos dos romanos, claro) transportaram, podemos ignorar tudo o que nos fez viver assim, bastardos, neste eterno presente nascido esta manhã na revista do dia? Podemos viver sem latim?

(E eu que nem bom aluno fui, ai como me arrependo.)»

sexta-feira, novembro 10, 2006

Simon Goldhill, "Amor, sexo e tragédia. A contemporaneidade do classicismo"

Um dos furores editoriais do ano, que se explica pelo título apelativo. Vamos ver se merece a pena. Esperei algum tempo, queria comprar o original, que é sempre muito mais barato, meso com portes de envio, mas rendi-me, e comprei a tradução. Espero não me arrepender.

Carlos Fabião, "A Herança Romana em Portugal"


Excelente qualidade gráfica, e aposto que a qualidade científica será ainda superior (pena alguns erros na tradução de nomes latinos). É bom ver que empresas como os CTT apostam na divulgação científica, sobretudo recorrendo a pessoas com a competência e ciência do Carlos Fabião.

Francisco de Oliveira (coord.), "Génese e Consolidação da Ideia de Europa. Volume III. O Mundo Romano"

Vários artigos sobre génese e consolidação da ideia de Europa. Estou particularmente interessado nos artigos de Antonio Alvar Ezquerra ("Europa en el imaginario de los poetas latinos"), Vasco Mantas ("As vias de comunicação na Europa romana"), Marc Mayer ("Constantino el Grande: desconstrucción y construcción de un imperio") e Arnaldo do Espírito Santo ("Imagens do Amor em Santo Agostinho"). É pena que, no índice, os nomes e títulos espanhóis tenham visto a sua ortografia abastardada.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Filoctetes na Cornucópia (III)

A minha amiga e colega Ana María Tarrío fez-me chegar fotografias da representação do Filoctetes de Sófocles que a Cornucópia leva a cabo, tendo por base a recriação poética de Frederico Lourenço. Ainda não consegui ir ver, mas conto fazê-lo este Domingo. Deixo aqui uma fotografia para abrir o apetite, a mim e aos que perdem tempo a ler este blogue.



Recriação poética do Filoctetes de Sófocles, por Frederico Lourenço

Frederico Lourenço recria poeticamente o Filoctetes de Sófocles. Ainda não tive oportunidade de ler esta recriação, mas não podia deixar de a anunciar aqui, prevendo desde já a sua qualidade literária, motivada tanto pelo texto base como pela pena de Frederico Lourenço. É este o texto que serve de base à representação que está a ser levada a cabo pela Cornucópia.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Simpósio "A costa portuguesa no panorama da rota atlântica durante a época romana"


Realiza-se em Peniche, entre 16 e 18 de Novembro, o Simpósio "A costa portuguesa no panorama da rota atlântica durante a época romana". Mais informações e inscrições aqui.

sábado, outubro 28, 2006

Paideia e Cidadania

Recebido no meu email:

«Os 4 textos reunidos nesta obra pretendem, a partir dos textos dos grandes autores clássicos, “recuperar e reescrever todo um legado civilizacional, de forma a colocá-lo ao serviço dos interesses formativos de cada época”.

Os autores abordam o conceito de educação, enquanto formação e conjunto de competências, conceito indissociável do de cidadania. Com efeito, é no seio da comunidade, da pólis, que o jovem consegue sentir-se parte de um grupo e ter consciência do que é feito para o bem comum, uma “consciência posta em acto” criada pelo patriotismo que lhe é incutido, como em Esparta, pela intervenção de um “conselheiro”, figura presente em toda a literatura clássica, por exemplo, ou pela influência de rituais colectivos como os Jogos Olímpicos.

Reflecte também este livro a mensagem ética que a Revolução Francesa recolhe dos pensadores clássicos. É a partir dessas reflexões que poderemos ter um novo olhar sobre a cidadania.

Mais informações:

http://ariadne-editora.blogspot.com/2006/10/educao-e-cidadania.html »

domingo, outubro 22, 2006

sexta-feira, outubro 20, 2006

Expressões - "Calcanhar de Aquiles"

Filho de Peleu, um mortal, e da ninfa Tétis, Aquiles é um dos heróis homéricos mais conhecidos - aquele cuja ira o poeta se propõe cantar, na Ilíada. Não se sabe se prevendo tal destino, a sua mãe banhou-o, ainda pequeno, nas águas do Estige, o rio dos Infernos, com o objectivo de o tornar invulnerável. Porém, não se lembrou a extremosa mãe de lhe molhar também o calcanhar por onde o agarrou, não fosse o pequeno cair às águas e afogar-se. Assim, Aquiles ficou invulnerável em todo o corpo, excepto precisamente no calcanhar por onde a mãe o segurou. E foi nesse calcanhar que se cravou a seta de Páris (ou de Apolo, segundo outras versões), filho de Príamo, rei de Tróia, e que acabou por levar à morte de Aquiles, durante uma das batalhas da guerra de Tróia. Esta é apenas uma das versões do mito, talvez a mais conhecida, e que deu origem à expressão "calcanhar de Aquiles", para designar um ponto fraco.

domingo, outubro 15, 2006

Expressões - "Megera"

Pílades, Orestes e Fúria: Pormenor de sarcófago romano do século II d.C.

Ega então, n'um soberbo alarde d'indifferença, cravou o monoculo no palco. O lacaio abalára espavorido, a um repique furioso de sineta; e uma megera azeda, de roupão verde e touca á banda, rompera de dentro, meneando desesperadamente o leque, ralhando com uma mocinha delambida que batia o tacão, se esganiçava: «Pois hei de amal-o sempre! hei de amal-o sempre!»
Eça de Queirós, Os Maias, V (edição de 1888)

As Erínias são divindades infernais, que punem os crimes susceptíveis de alterar a ordem social, com especial apetência pela perseguição de homicidas e mais ainda por parricidas, a quem perseguem e frequentemente enlouquecem. Foram identificadas pelos romanos com as Fúrias. O seu número e nomes variam, mas são geralmente três, e os seus nomes Alecto, Tisífone e Megera. A primeira, Alecto, é aquela que nunca é apaziguada; a segunda, Tisífone, o espírito de vingança; a terceira, Megera, é a personificação do ódio e do mau-olhado.

No mundo grego são também designadas por Euménides, e dão o nome à terceira tragédia da única trilogia sobrevivente de Ésquilo, a Oresteia. Nesta tragédia, as Erínias perseguem Orestes, depois de este ter assassinado a sua mãe, Clitemnestra, instigado por Apolo e Electra, para vingar a morte de seu pai, Agamémnon.

Voltando à nossa Megera, acabou por se perder a ideia original de nome de divindade, e o nome próprio passou a nome comum, designando uma mulher cruel, de mau génio.

sábado, outubro 14, 2006

Expressões - "À mulher de César não lhe basta ser honesta, tem também de parecê-lo"

Júlio César

Públio Clódio Pulcro (Publius Clodius Pulcher) nasceu Cláudio, por volta de 92 a.C., mas por motivos políticos acabou por adoptar a versão plebeia do nome, Clodius. Este jovem patrício (condição de que abdicou, fazendo-se adoptar por um plebeu) tornou-se conhecido não só pela sua carreira política populista, mas também pelo comportamento por vezes excessivo. Um dos maiores escândalos em que se envolveu aconteceu em 62 a.C., quando, vestido de mulher, penetrou na casa de Júlio César, onde a mulher deste, Pompeia, celebrava os ritos da Bona Dea, nos quais a presença de homens era proibida. Disse-se que andaria envolvido com Pompeia, e que a entrada na casa teria por isso sido facilitada. Foi descoberto por uma escrava de Aurélia, mãe de César, e levado a julgamento por sacrilégio. Pompeia, por seu lado, foi repudiada. Conta Plutarco, que, tendo sido César chamado pela acusação para testemunhar contra Clódio, afirmou nada ter contra o jovem. Ao ser confrontado com o paradoxo - afinal tinha repudiado a mulher - César terá respondido que, apesar de convicto da sua inocência, preferia que sobre a mulher não recaísse qualquer suspeita.

Publicações - Revista CLASSICA


Já saiu o número 25 da revista CLASSICA - Boletim de Pedagogia e Cultura, do Departamento de Estudos Clássicos da FLUL.

Índice

  • Palavras prévias
  • Cidadania Clássica e Cidadania Democrática - José Ribeiro Ferreira
  • O Exercício da Virtude na Vida Pública: O Exemplo de Aristides - Joaquim Pinheiro
  • Para uma Definição de Matrizes: Gregos, Romanos e Judeus em Confronto no Século I d.C. - Nuno Simões Rodrigues
  • As Vítimas da Guerra na Eneida de Vergílio - Cristina Santos Pinheiro
  • O que é a Odisseia? - Sofia Frade
  • Os Poemas de Estratão de Sardes - Frederico Lourenço
  • Três Nótulas de Direito Romano - Pedro Miguel Correia Marques
  • Hagiografia Medieval Hispânica: Realidade e Construção - André Simões
  • The Tradition of Captatio Benevolentiae in the Medieval Ars Dictaminis: The English Issue - Teresa Sánchez Roura
  • Valores Humanísticos em Damião de Góis - Arnaldo do Espírito Santo
  • A Propósito dos Jogos Para... Límpicos (!) - Custódio Magueijo
  • «Houveram pessoas... Mas já não hão!» - Custódio Magueijo
  • O Sintoma e a Síndrome - Custódio Magueijo

sexta-feira, outubro 13, 2006

Conferência - Ulisses em Lisboa: Mito e Memória

[Circe e Ulisses. Mais informações sobre a imagem aqui]

O Professor Aires Nascimento fez-me chegar o texto da sua excelente intervenção na conferência que proferiu ontem na Academia das Ciências, com o título "Ulisses em Lisboa: Mito e Memória", que pode ser lido aqui.

[Teatro romano de Lisboa]

Comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos (III)



Projecto LEXICON (dirigido pelo Prof. Manuel Alexandre Jr., no CEC)
Lexicography and Lexical Semantics: Questions at issue in the Making of a Greek-Portuguese Dictionary.

25 de Novembro 2006

Franco Montanari (Univ. Génova): Il GI – Vocabolario della lingua greca (Greco – Italiano)

Bruce Fraser (Univ. Cambridge): Beyond definition: contextual and grammatical information in the Dictionary entry

J. Rodríguez Somolinos (Madrid, CSIC): A experiência do Dicionário Grego no CSIC

Maria de Fátima Silva (FL / CECH, Coimbra)

Rute Costa (Univ. Nova de Lisboa)

Fernanda Bacelar (Univ. Lisboa – Centro de Linguística)

Margarita Correia (Fac. Letras, Lisboa)

Custódio Magueijo (Fac. Letras, Lisboa).

***


Euphrosyne, vol. 35, 2007 (volume do cinquentenário)
Dedicado a “Leituras e leitores dos textos da Antiguidade”.

Comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos (II)

Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Lisboa, da Profª Carmen Codoñer, da Univ. Salamanca (Espanha)

6 de Novembro de 2006

16.00 horas

Conferência pública da Profª Carmen Codoñer, na Faculdade de Letras: Séneca, nosso contemporâneo: o De clementia, relaciones com o poder.

7 de Novembro de 2006

15.00 horas

Atribuição das insígnias de “Doutor Honoris Causa” à Profª Carmen Codoñer, Professora Catedrática de Filologia Latina, da Universidade de Salamanca, pelo Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa, na Aula Magna da Universidade.

Comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos (I)

No âmbito das comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos da F. L. U. L., decorrerá um conjunto de eventos na Faculdade de Letras da U. L.. O primeiro decorrerá no dia 2 de Novembro de 2006: um ciclo de conferências subordinadas ao tema "Leitura e Leitores dos Textos Clássicos". O programa pode ser consultado aqui.

Congresso - VI Congresso de Estudos Clássicos

Decorre entre 18 e 21 de Outubro o VI Congresso de Estudos Clássicos - Identidade e Cidadania da Antiguidade aos Nossos Dias, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Mais pormenores aqui.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Novas traduções - "Metamorfoses" de Ovídio (lançamento)

Duas fotografias tiradas no lançamento da nova tradução das "Metamorfoses" de Ovídio (10 de Outubro de 2006).


Domingos Lucas Dias

Cristina Pimentel e Domingos Lucas Dias

segunda-feira, outubro 09, 2006

Filoctetes na Cornucópia (II)

A Comissão Pedagógica do Departamento de Estudos Clássicos da F.L.U.L. está a organizar uma ida ao Teatro da Cornucópia, para assistir à representação da tragédia de Sófocles Filoctetes, na recriação poética de Frederico Lourenço, no dia 31 de Outubro, Terça-feira, às 21:30h. Professores e alunos usufruirão do preço especial de 5€ por bilhete.

A inscrição está marcada para o dia 11 de Outubro, devendo ser contactada a Professora Ana María Tarrío ou o autor deste blogue.

Novas traduções - "Metamorfoses" de Ovídio (lançamento)


Transcrevo o convite que me foi deixado na faculdade, e que é extensível a todos os interessados.

CONVITE
A Nova Vega e a Universidade Aberta têm o prazer de convidar V. Ex.ª para a sessão de lançamento da obra
METAMORFOSES - I VOL. de Ovídio

Tradução directa do latim de Domingos Lucas Dias

A apresentação será feita pela Professora Doutora Cristina Pimentel e terá lugar na Universidade Aberta, Palácio Ceia, Rua da Escola Politécnica, n.ºs 141-147, em Lisboa, no próximo dia 10 de Outubro, pelas 17 horas. No final da sessão será servido um porto de honra.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Conferência - Ulisses em Lisboa: Mito e Memória

Ulisses e as sereias
Século VI a.C.


No dia 12 de Outubro de 2006, às 15 horas, será proferida uma conferência na Academia das Ciências, pelo Sr. Prof. Doutor Aires Augusto Nascimento, intitulada:

ULISSES EM LISBOA: MITO E MEMÓRIA.

Por equívoco, a referida conferência tinha sido marcada para o dia 19 de Novembro.

Novas edições - "Literatura de Roma Antiga"

A Gulbenkian acaba de publicar a óptima "Literatura de Roma Antiga", de M. Citroni, F.E. Consolino, M. Labate e E. Narducci. O preço não é convidativo, mas livros baratos em Portugal seria tão estranho como Juno ter Júpiter em casa sossegado, de chinelas e fiel.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Novas traduções - "Satyricon" de Petrónio

Os excessos da sociedade romana imperial, pintados com traços de humor ácido e cruel. A famosa - mas pouco lida - obra geralmente atribuída ao "arbiter elegantiae" da corte de Nero, finalmente traduzida directamente - e muitíssimo bem - do latim, por Delfim Leão. A edição é feita pela Cotovia, que persiste nesse estranho hábito de editar os clássicos em excelentes traduções.

Novas traduções - Poesia grega

Frederico Lourenço apresenta uma selecção de textos poéticos gregos, de Álcman a Teócrito. Como nos tem habituado, Frederico Lourenço não se limita a traduzir com correcção, presenteia-nos também com a excelência da sua escrita literária.

Novas traduções - "Ilíada" e "Odisseia"

Não deixa nunca de ser oportuno recordar as magníficas traduções dos poemas homéricos, feitas por Frederico Lourenço. O tradutor alia no seu trabalho duas qualidades que não se encontram juntas tantas vezes como seria desejável: a excelência filológica e a exímia habilidade no manejo da língua portuguesa, que só surpreenderá quem não conhece a sua produção literária. Para ler, reler e voltar a ler.

Novas traduções - "Metamorfoses" de Ovídio

Os últimos anos têm marcado uma assinalável actividade editorial na área dos estudos clássicos, com novas traduções directas de algumas das obras fundamentais da Antiguidade. Faltavam as "Metamorfoses", que começam agora a ser publicadas pela Vega, em dois volumes, numa tradução de Domingos Lucas Dias (até agora saiu apenas o 1º volume). A tradução é directa, e a edição bilingue.

Novas traduções - "Amores" de Ovídio

A Cotovia continua o seu corajoso projecto de edição de traduções directas dos clássicos. Depois da "Arte de amar", da responsabilidade de Carlos Ascenso André, é agora a vez dos "Amores", pelo mesmo tradutor. É de louvar esta aposta da Cotovia, numa época em que as editoras normalmente só editam aquilo que previsivelmente lhes trará dinheiro.

Novas traduções - "Arte de amar" de Ovídio

Era uma lacuna enorme e incompreensível, a falta de uma tradução moderna directa da "Arte de amar" - sem desprimor para a versão de David Mourão Ferreira e Natália Correia, que não ambiciona ser mais do que uma recriação poética, com tudo o que daí advém. Esta nova tradução de Carlos Ascenso André, além dos inegáveis méritos filológicos, opta pela conservação da mancha gráfica do texto poético, decisão nem sempre seguida, infelizmente, pelos filólogos clássicos quando se decidem traduzir poesia antiga, apenas preocupados com o rigor filológico, descurando a beleza do texto.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Filoctetes na Cornucópia



A Cornucópia apresenta o Filoctetes de Sófocles, numa recriação poética de Frederico Lourenço. Mais informações aqui.

Mundo clássico hoje - Nivea

Marketing

Nivea, marca de produtos de beleza e higiene. O seu nome é a forma feminina do adjectivo latino "niuueus, -a, um": "de neve; branco como a neve; puro".

Mundo clássico hoje - Imago

"Media"

Imago, festival de cinema. O seu nome significa "imagem", em latim.

Mundo clássico hoje - Decathlon

Marketing

Decathlon, cadeia de artigos desportivos. O nome, grego, alude à prova desportiva do decatlo, e significa literalmente "dez provas".

N.B.: os artigos da Wikipedia contêm frequentemente erros e imprecisões.


Mundo clássico hoje - Optimus

Marketing

Optimus, empresa de comunicações móveis. O seu nome significa, em latim, "o melhor".

Mundo clássico hoje - Servus

Serviços

Servus, empresa de trabalho temporário. O seu nome significa, em latim, "escravo".

Mundo clássico hoje - Magnum

Produtos alimentares

Magnum, variedade de gelado. O seu nome significa, em latim, "grande".

Mundo clássico hoje - Nuptus

Marketing

Nuptus, loja de roupa e acessórios para casamento. O seu nome significa, em latim, "casado".

Mundo clássico hoje - Natura Pura

Marketing

Natura Pura, marca de vestuário. O seu nome significa, em latim, "Natureza pura".

Mundo clássico hoje - Nike


Marketing

Nike, marca de material desportivo. Retira o seu nome da deusa grega da vitória, Nike.

Mundo clássico hoje - "Física"

Desporto"Física", associação desportiva. Tem no seu lema a expressão latina "Mens sana in corpore sano": "Mente sã em corpo são".

Mundo clássico hoje - ASICS

Marketing

ASICS, marca de material desportivo. O seu nome é o acrónimo da expressão latina "Anima sana in corpore sano": "Alma sã em corpo são".

Mundo clássico hoje - Dulciora

Produtos alimentares

Dulciora, gomas. O nome vem do comparativo "dulciora": "[as coisas] mais doces".

Mundo clássico hoje - Arsenal

Desporto

Arsenal, clube de futebol (Inglaterra). Teve até 2002 no seu emblema a expressão latina "Victoria Concordia Crescit": "A Vitória engrandece com a Concórdia".

Mundo clássico hoje - Citius

Administração

"Citius", projecto do Ministério da Justiça que pretende acelerar e modernizar a Justiça. Retira o seu nome do advérbio no grau comparativo de superioridade "citius": "mais depressa".

Mundo clássico hoje - Tottenham Hotspur

Desporto

Tottenham Hotspur F. C., clube de futebol (Inglaterra). Teve até recentemente no seu emblema a expressão latina "Audere est Facere": "Ousar é Fazer".

Mundo clássico hoje - Simplex

Administração

Simplex, nome do programa de simplificação da Administração Pública. Retira o seu nome do adjectivo latino "simplex, -icis": "simples".

Mundo clássico hoje - Atlantis

Ciência / Tecnologia
Atlantis, vaivém espacial norte-americano. O nome é grego, e pode referir-se à filha de Atlas, ao Atlântico ou à mítica Atlântida.

Mundo clássico hoje - Atalanta

Desporto

Atalanta B. C., clube de futebol (Itália). Deve o seu nome e tem no seu emblema representada a personagem da mitologia grega Atalanta.

N.B.: os artigos da Wikipedia contêm frequentemente erros e imprecisões.