domingo, dezembro 19, 2010

Morreu Jacqueline de Romilly

Uma das mais respeitadas classicistas do nosso tempo, com quem todos muito aprendemos, morreu com 97 anos.

quarta-feira, outubro 20, 2010

sábado, julho 31, 2010

Caligula

Reading old chronicles, epics, and biographies, Mr. Cogito sometimes feels persuaded of the physical presence of long deceased persons.

.....CALIGULA SAYS:
Among all the citizens of Rome
I loved only one
my horse — Incitatus

when he entered the Senate
his coat's unblemished toga
shone immaculate among lily-livered purple-clad murderers

Incitatus had many virtues
he never spoke in public
he had the nature of a Stoic
I think in his stable at night he must have read the philosophers

I loved him so much one day I decided to crucify him
but his noble anatomy would not allow it

he accepted his consul's rank indifferently
he wielded power in the best possible way
that is he didn't wield it at all

we failed to incline him to a steady relationship
with my dear wife Caesonia
and so sadly no line of centaur-emperors arose

that's why Rome fell

I decided to have him pronounced a god
but on his ninth day before the calends of February
Cherea Cornelius Sabinus and other fools stonewalled my pious plan

he received the news of my death calmly

he was thrown out of the palace and banished

he bore that blow with dignity

he died without progeny
slaughtered by a thick-skinned butcher from the municipality of Antium

about the posthumous fate of his flesh
Tacitus has nothing to say

Zbigniew Herbert, The Collected Poems 1956-1998, Harper Collins Publishers, New York, 2007 (trad. de Alissa Valles)


quarta-feira, julho 28, 2010

Why the Classics


1
in the fourth book of the Peloponnesian War
Thucydides tells among other things
the story of his unsuccessful expedition

among long speeches of chiefs
battles sieges plague
dense net of intrigues of diplomatic endeavours
the episode is like a pin
in a forest

the Greek colony Amphipolis
fell into the hands of Brasidos
because Thucydides was late with relief

for this he paid his native city
with lifelong exile

exiles of all times
know what price that is

2
generals of the most recent wars
if a similar affair happens to them
whine on their knees before posterity
praise their heroism and innocence

they accuse their subordinates
envious collegues
unfavourable winds

Thucydides says only
that he had seven ships
it was winter
and he sailed quickly

3
if art for its subject
will have a broken jar
a small broken soul
with a great self-pity

what will remain after us
will it be lovers' weeping
in a small dirty hotel
when wall-paper dawns

Zbigniew Herbert, The Collected Poems 1956-1998, Harper Collins Publishers, New York, 2007 (trad. de Alissa Valles)

segunda-feira, maio 24, 2010

quarta-feira, maio 19, 2010

Origem da Comédia

A associação que pretende congregar, a nível nacional, todos os estudantes e jovens interessados na Antiguidade Clássica tem agora um blogue. Está aqui.

segunda-feira, maio 17, 2010

Jornada de Cultura Neo-helénica

O Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa está a organizar uma Jornada de Cultura Neo-helénica. Como o nome indica, trata-se de um dia dedicado à cultura helénica dos dias de hoje. Nesta jornada serão contempladas a poesia, a língua grega moderna, o cinema grego e haverá, no final do dia, um espaço dedicado à música e à gastronomia. Mais informações aqui.
Entrada livre.
Inscrições para efeitos de certificado e acesso a buffet: 10 € (estudantes de todas as univesidades) ; 20€ (público em geral).

XII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico

Ler mais aqui.

quinta-feira, abril 15, 2010

Clube de Clássicas




























A próxima sessão, dia 21 de Abril, pelas 16h30, contará com a presença do poeta Miguel-Manso. Que promete falar sobre tudo e também de poesia.
s

terça-feira, abril 13, 2010

Quinta sessão das Tertúlias Pré-socráticas



























Esta quinta sessão das Tertúlias Pré-socráticas terá lugar no Teatro Académico Gil Vicente e inicia-se às 18h00. O orador convidado é António Mesquita. Mais informações aqui. (Clique na imagem para aumentar.)

terça-feira, março 23, 2010

Tertúlias Pré-socráticas, quarta sessão



























(Clique na imagem para aumentar.)

«A quarta sessão, dedicada a Parménides e Zenão de Eleia, chegará no dia 24 de Março, quarta-feira, às 18.00, no TAGV, após a qual haverá um breve intervalo para as férias universitárias. Parménides, da cidade de Eleia na Magna Grécia (Itália), deixou-nos um corpus imponente de fragmentos onde parece ser advogada a ideia da realidade como inalterável, atemporal, permanente, em tudo contrária aos nossos sentidos. Zenão, o seu discípulo, formulou paradoxos para comprovar a teoria do mestre, como o famoso de Aquiles e da tartaruga, onde o veloz herói é incapaz de ganhar uma corrida à sua adversária. Absolutamente contra-intuitiva é esta filosofia, mas curiosamente parece que o desenvolvimento da ciência moderna tem forçado um regresso, ou pelo menos a uma combate com estas propostas, e um confronto com ideia parmenideia da inalterabilidade do universo.»

terça-feira, março 16, 2010

Tertúlias Pré-socráticas, terceira sessão

(Clique na imagem para aumentar.)

A terceira sessão do ciclo de Tertúlias Pré-Socráticas, dedicada a Heraclito, realizar-se-á no dia 17 de Março, quarta-feira, às 18:00, no TAGV, e contará com a presença de Alexandre Sá, da Universidade de Coimbra, e com a leitura, pelo recém-surgido duo Voz Baixa, de um conto de Gonçalo M. Tavares, inspirado pela figura do filósofo de Éfeso. De Heraclito, dito O Obscuro, chegaram-nos pouco mais que uma centena de fragmentos, mas esses bastaram para que conquistasse a admiração de Hegel, Nietzsche ou Heidegger, entre tantos. Nele encontramos, a título de curiosidade, o primeiro registo da palavra «filósofo». A sua doutrina do fluxo eterno — não é possível entrar duas vezes no mesmo rio: quem não ouviu já a frase? — e da unidade dos opostos, bem como o seu estilo muito próprio, quase oracular, a tempos, continuam a fascinar quem se confronta com o que dele nos chegou. (Texto tirado daqui.)

Francisco José Viegas sobre o prémio Vida Literária, atribuído a Maria Helena da Rocha Pereira

«Há prémios que nos deixam confiantes. O Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores atribuído a Maria Helena da Rocha Pereira distingue um nome ilustre e querido das Humanidades. Depois de o Estado e o seu bando de ignorantes terem praticamente banido os Estudos Clássicos das nossas escolas e universidades, aviltando-se e tentando humilhar-nos, o prémio da APE aponta um nome, elege uma paixão e escolhe uma trincheira: Maria Helena da Rocha Pereira contribuiu como ninguém para a sobrevivência dos estudos de cultura clássica em Portugal. Quando as autoridades forem chamadas ao palco, espero que corem de vergonha e não repitam as inanidades do costume sobre como estão contentes com este prémio. Ele é uma acusação contra a ignorância e a banalidade. Parabéns.»

Francisco José Viegas, aqui. Via Blogtailors.

terça-feira, março 09, 2010

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Valença recupera lápide romana que estava desde 1903 no Museu Nacional de Arqueologia

Adam Goldsworthy, autor de «César, a Vida de um Colosso»

"Eu tive a sorte de aprender latim ainda no liceu, e ensinaram-me a dar importância à herança clássica", disse-nos o historiador. Porém, sabe que não é isso que acontece mesmo onde devia acontecer. Há umas décadas, nas academias militares ainda se liam os Comentários sobre a Guerra na Gália, o magnífico relato que o próprio Júlio César escreveu sobre os dez anos de campanhas de conquista, pacificação e ocupação, mas hoje a obra desapareceu dos currículos. O que é pena: "Era importante regressarmos à história clássica porque ela impregna toda a nossa cultura e instituições. As nossas grandes referências culturais, mesmo as mais recentes, ainda são figuras que conheciam a cultura clássica muito bem, mas isso está a acontecer cada vez menos. Em contrapartida, há muito para aprender, até porque há muitos paralelos com a vida política moderna", considera Goldsworthy. Ler mais aqui.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

A Cidade (Aristófanes)

Sinopse da peça A Cidade, a estrear no São Luiz, em Lisboa, dia 14 (até 14 de Fevereiro).

Diz-se que foi na Grécia Antiga que nasceu a Civilização Ocidental e que foi em Atenas, vários séculos antes de Cristo, que nasceu a Democracia. Nas comédias de Aristófanes, por sinal um conservador, no violento e insurrecto humor com que nelas retrata a vida daquela cidade ‘perfeita’, nestes textos escritos há 2.500 anos, fomos encontrar o material para a composição do guião deste espectáculo. É com as confusões e as dificuldades da vida numa sociedade que se quer democrática, a corrupção da sua política, o seu desejo de paz, as suas saudades do campo, a maneira como convive com os seus ‘poetas’, as peripécias sexuais e conjugais que se geram na coexistência do público e do privado, em suma, com a vida da polis, e através das mais que inevitáveis semelhanças com os contratempos dos nossos dias, que este espectáculo quer brincar. Uma grotesca metáfora de todas as Cidades, construída por um grande grupo de actores no palco do São Luiz, teatro da cidade de Lisboa.