segunda-feira, outubro 30, 2006

Simpósio "A costa portuguesa no panorama da rota atlântica durante a época romana"


Realiza-se em Peniche, entre 16 e 18 de Novembro, o Simpósio "A costa portuguesa no panorama da rota atlântica durante a época romana". Mais informações e inscrições aqui.

sábado, outubro 28, 2006

Paideia e Cidadania

Recebido no meu email:

«Os 4 textos reunidos nesta obra pretendem, a partir dos textos dos grandes autores clássicos, “recuperar e reescrever todo um legado civilizacional, de forma a colocá-lo ao serviço dos interesses formativos de cada época”.

Os autores abordam o conceito de educação, enquanto formação e conjunto de competências, conceito indissociável do de cidadania. Com efeito, é no seio da comunidade, da pólis, que o jovem consegue sentir-se parte de um grupo e ter consciência do que é feito para o bem comum, uma “consciência posta em acto” criada pelo patriotismo que lhe é incutido, como em Esparta, pela intervenção de um “conselheiro”, figura presente em toda a literatura clássica, por exemplo, ou pela influência de rituais colectivos como os Jogos Olímpicos.

Reflecte também este livro a mensagem ética que a Revolução Francesa recolhe dos pensadores clássicos. É a partir dessas reflexões que poderemos ter um novo olhar sobre a cidadania.

Mais informações:

http://ariadne-editora.blogspot.com/2006/10/educao-e-cidadania.html »

domingo, outubro 22, 2006

LATINEUROPA - língua e a cultura neolatinas no processo de construção da identidade europeia

Matisse - O rapto de Europa

O Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra organiza, nos dias 9 e 10 de Novembro de 2006, o colóquio «LATINEUROPA - língua e a cultura neolatinas no processo de construção da identidade europeia».

sexta-feira, outubro 20, 2006

Expressões - "Calcanhar de Aquiles"

Filho de Peleu, um mortal, e da ninfa Tétis, Aquiles é um dos heróis homéricos mais conhecidos - aquele cuja ira o poeta se propõe cantar, na Ilíada. Não se sabe se prevendo tal destino, a sua mãe banhou-o, ainda pequeno, nas águas do Estige, o rio dos Infernos, com o objectivo de o tornar invulnerável. Porém, não se lembrou a extremosa mãe de lhe molhar também o calcanhar por onde o agarrou, não fosse o pequeno cair às águas e afogar-se. Assim, Aquiles ficou invulnerável em todo o corpo, excepto precisamente no calcanhar por onde a mãe o segurou. E foi nesse calcanhar que se cravou a seta de Páris (ou de Apolo, segundo outras versões), filho de Príamo, rei de Tróia, e que acabou por levar à morte de Aquiles, durante uma das batalhas da guerra de Tróia. Esta é apenas uma das versões do mito, talvez a mais conhecida, e que deu origem à expressão "calcanhar de Aquiles", para designar um ponto fraco.

domingo, outubro 15, 2006

Expressões - "Megera"

Pílades, Orestes e Fúria: Pormenor de sarcófago romano do século II d.C.

Ega então, n'um soberbo alarde d'indifferença, cravou o monoculo no palco. O lacaio abalára espavorido, a um repique furioso de sineta; e uma megera azeda, de roupão verde e touca á banda, rompera de dentro, meneando desesperadamente o leque, ralhando com uma mocinha delambida que batia o tacão, se esganiçava: «Pois hei de amal-o sempre! hei de amal-o sempre!»
Eça de Queirós, Os Maias, V (edição de 1888)

As Erínias são divindades infernais, que punem os crimes susceptíveis de alterar a ordem social, com especial apetência pela perseguição de homicidas e mais ainda por parricidas, a quem perseguem e frequentemente enlouquecem. Foram identificadas pelos romanos com as Fúrias. O seu número e nomes variam, mas são geralmente três, e os seus nomes Alecto, Tisífone e Megera. A primeira, Alecto, é aquela que nunca é apaziguada; a segunda, Tisífone, o espírito de vingança; a terceira, Megera, é a personificação do ódio e do mau-olhado.

No mundo grego são também designadas por Euménides, e dão o nome à terceira tragédia da única trilogia sobrevivente de Ésquilo, a Oresteia. Nesta tragédia, as Erínias perseguem Orestes, depois de este ter assassinado a sua mãe, Clitemnestra, instigado por Apolo e Electra, para vingar a morte de seu pai, Agamémnon.

Voltando à nossa Megera, acabou por se perder a ideia original de nome de divindade, e o nome próprio passou a nome comum, designando uma mulher cruel, de mau génio.

sábado, outubro 14, 2006

Expressões - "À mulher de César não lhe basta ser honesta, tem também de parecê-lo"

Júlio César

Públio Clódio Pulcro (Publius Clodius Pulcher) nasceu Cláudio, por volta de 92 a.C., mas por motivos políticos acabou por adoptar a versão plebeia do nome, Clodius. Este jovem patrício (condição de que abdicou, fazendo-se adoptar por um plebeu) tornou-se conhecido não só pela sua carreira política populista, mas também pelo comportamento por vezes excessivo. Um dos maiores escândalos em que se envolveu aconteceu em 62 a.C., quando, vestido de mulher, penetrou na casa de Júlio César, onde a mulher deste, Pompeia, celebrava os ritos da Bona Dea, nos quais a presença de homens era proibida. Disse-se que andaria envolvido com Pompeia, e que a entrada na casa teria por isso sido facilitada. Foi descoberto por uma escrava de Aurélia, mãe de César, e levado a julgamento por sacrilégio. Pompeia, por seu lado, foi repudiada. Conta Plutarco, que, tendo sido César chamado pela acusação para testemunhar contra Clódio, afirmou nada ter contra o jovem. Ao ser confrontado com o paradoxo - afinal tinha repudiado a mulher - César terá respondido que, apesar de convicto da sua inocência, preferia que sobre a mulher não recaísse qualquer suspeita.

Publicações - Revista CLASSICA


Já saiu o número 25 da revista CLASSICA - Boletim de Pedagogia e Cultura, do Departamento de Estudos Clássicos da FLUL.

Índice

  • Palavras prévias
  • Cidadania Clássica e Cidadania Democrática - José Ribeiro Ferreira
  • O Exercício da Virtude na Vida Pública: O Exemplo de Aristides - Joaquim Pinheiro
  • Para uma Definição de Matrizes: Gregos, Romanos e Judeus em Confronto no Século I d.C. - Nuno Simões Rodrigues
  • As Vítimas da Guerra na Eneida de Vergílio - Cristina Santos Pinheiro
  • O que é a Odisseia? - Sofia Frade
  • Os Poemas de Estratão de Sardes - Frederico Lourenço
  • Três Nótulas de Direito Romano - Pedro Miguel Correia Marques
  • Hagiografia Medieval Hispânica: Realidade e Construção - André Simões
  • The Tradition of Captatio Benevolentiae in the Medieval Ars Dictaminis: The English Issue - Teresa Sánchez Roura
  • Valores Humanísticos em Damião de Góis - Arnaldo do Espírito Santo
  • A Propósito dos Jogos Para... Límpicos (!) - Custódio Magueijo
  • «Houveram pessoas... Mas já não hão!» - Custódio Magueijo
  • O Sintoma e a Síndrome - Custódio Magueijo

sexta-feira, outubro 13, 2006

Conferência - Ulisses em Lisboa: Mito e Memória

[Circe e Ulisses. Mais informações sobre a imagem aqui]

O Professor Aires Nascimento fez-me chegar o texto da sua excelente intervenção na conferência que proferiu ontem na Academia das Ciências, com o título "Ulisses em Lisboa: Mito e Memória", que pode ser lido aqui.

[Teatro romano de Lisboa]

Comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos (III)



Projecto LEXICON (dirigido pelo Prof. Manuel Alexandre Jr., no CEC)
Lexicography and Lexical Semantics: Questions at issue in the Making of a Greek-Portuguese Dictionary.

25 de Novembro 2006

Franco Montanari (Univ. Génova): Il GI – Vocabolario della lingua greca (Greco – Italiano)

Bruce Fraser (Univ. Cambridge): Beyond definition: contextual and grammatical information in the Dictionary entry

J. Rodríguez Somolinos (Madrid, CSIC): A experiência do Dicionário Grego no CSIC

Maria de Fátima Silva (FL / CECH, Coimbra)

Rute Costa (Univ. Nova de Lisboa)

Fernanda Bacelar (Univ. Lisboa – Centro de Linguística)

Margarita Correia (Fac. Letras, Lisboa)

Custódio Magueijo (Fac. Letras, Lisboa).

***


Euphrosyne, vol. 35, 2007 (volume do cinquentenário)
Dedicado a “Leituras e leitores dos textos da Antiguidade”.

Comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos (II)

Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Lisboa, da Profª Carmen Codoñer, da Univ. Salamanca (Espanha)

6 de Novembro de 2006

16.00 horas

Conferência pública da Profª Carmen Codoñer, na Faculdade de Letras: Séneca, nosso contemporâneo: o De clementia, relaciones com o poder.

7 de Novembro de 2006

15.00 horas

Atribuição das insígnias de “Doutor Honoris Causa” à Profª Carmen Codoñer, Professora Catedrática de Filologia Latina, da Universidade de Salamanca, pelo Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa, na Aula Magna da Universidade.

Comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos (I)

No âmbito das comemorações dos 50 anos da revista EVPHROSYNE e dos 40 anos do Centro de Estudos Clássicos da F. L. U. L., decorrerá um conjunto de eventos na Faculdade de Letras da U. L.. O primeiro decorrerá no dia 2 de Novembro de 2006: um ciclo de conferências subordinadas ao tema "Leitura e Leitores dos Textos Clássicos". O programa pode ser consultado aqui.

Congresso - VI Congresso de Estudos Clássicos

Decorre entre 18 e 21 de Outubro o VI Congresso de Estudos Clássicos - Identidade e Cidadania da Antiguidade aos Nossos Dias, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Mais pormenores aqui.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Novas traduções - "Metamorfoses" de Ovídio (lançamento)

Duas fotografias tiradas no lançamento da nova tradução das "Metamorfoses" de Ovídio (10 de Outubro de 2006).


Domingos Lucas Dias

Cristina Pimentel e Domingos Lucas Dias

segunda-feira, outubro 09, 2006

Filoctetes na Cornucópia (II)

A Comissão Pedagógica do Departamento de Estudos Clássicos da F.L.U.L. está a organizar uma ida ao Teatro da Cornucópia, para assistir à representação da tragédia de Sófocles Filoctetes, na recriação poética de Frederico Lourenço, no dia 31 de Outubro, Terça-feira, às 21:30h. Professores e alunos usufruirão do preço especial de 5€ por bilhete.

A inscrição está marcada para o dia 11 de Outubro, devendo ser contactada a Professora Ana María Tarrío ou o autor deste blogue.

Novas traduções - "Metamorfoses" de Ovídio (lançamento)


Transcrevo o convite que me foi deixado na faculdade, e que é extensível a todos os interessados.

CONVITE
A Nova Vega e a Universidade Aberta têm o prazer de convidar V. Ex.ª para a sessão de lançamento da obra
METAMORFOSES - I VOL. de Ovídio

Tradução directa do latim de Domingos Lucas Dias

A apresentação será feita pela Professora Doutora Cristina Pimentel e terá lugar na Universidade Aberta, Palácio Ceia, Rua da Escola Politécnica, n.ºs 141-147, em Lisboa, no próximo dia 10 de Outubro, pelas 17 horas. No final da sessão será servido um porto de honra.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Conferência - Ulisses em Lisboa: Mito e Memória

Ulisses e as sereias
Século VI a.C.


No dia 12 de Outubro de 2006, às 15 horas, será proferida uma conferência na Academia das Ciências, pelo Sr. Prof. Doutor Aires Augusto Nascimento, intitulada:

ULISSES EM LISBOA: MITO E MEMÓRIA.

Por equívoco, a referida conferência tinha sido marcada para o dia 19 de Novembro.

Novas edições - "Literatura de Roma Antiga"

A Gulbenkian acaba de publicar a óptima "Literatura de Roma Antiga", de M. Citroni, F.E. Consolino, M. Labate e E. Narducci. O preço não é convidativo, mas livros baratos em Portugal seria tão estranho como Juno ter Júpiter em casa sossegado, de chinelas e fiel.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Novas traduções - "Satyricon" de Petrónio

Os excessos da sociedade romana imperial, pintados com traços de humor ácido e cruel. A famosa - mas pouco lida - obra geralmente atribuída ao "arbiter elegantiae" da corte de Nero, finalmente traduzida directamente - e muitíssimo bem - do latim, por Delfim Leão. A edição é feita pela Cotovia, que persiste nesse estranho hábito de editar os clássicos em excelentes traduções.

Novas traduções - Poesia grega

Frederico Lourenço apresenta uma selecção de textos poéticos gregos, de Álcman a Teócrito. Como nos tem habituado, Frederico Lourenço não se limita a traduzir com correcção, presenteia-nos também com a excelência da sua escrita literária.

Novas traduções - "Ilíada" e "Odisseia"

Não deixa nunca de ser oportuno recordar as magníficas traduções dos poemas homéricos, feitas por Frederico Lourenço. O tradutor alia no seu trabalho duas qualidades que não se encontram juntas tantas vezes como seria desejável: a excelência filológica e a exímia habilidade no manejo da língua portuguesa, que só surpreenderá quem não conhece a sua produção literária. Para ler, reler e voltar a ler.