O património do Concelho de Oeiras pode vir a ficar com mais uma área de interesse arqueológico. Durante Julho foi feita a prospecção da vila romana de Leião, perto de Porto Salvo, conhecida desde a década de setenta do século passado.“Trata-se de uma zona com 100 metros por 80, quase a área de um campo de futebol”, explica por telefone ao PÚBLICO João Luís Cardoso, director do Centro de Estudos Arqueológicos da Concelho de Oeiras.Apesar de já se conhecer a existência do local há décadas, o risco de se urbanizar uma área que até agora só tinha sido cultivada, torna urgente a necessidade de conhecê-la cientificamente e verificar o grau de importância da vila. “É um local absolutamente intacto. Não há construção ulterior ao abandono da vila”, explica o arqueólogo que também é professor catedrático da Universidade Aberta.Durante o mês de Julho, uma equipa formada pelo Centro de Estudos Arqueológicos do concelho, pelo GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente do por estudantes e professores de arqueologia estudaram o local. A Câmara de Oeiras apoiou o projecto com dez mil euros.Houve recolha de material à superfície e posteriormente uma empresa alemã contratada, utilizou a técnica do sonar, para fazer uma sondagem ao solo. “O georadar permitiu a identificação de estruturas arqueológicas enterradas”, disse o especialista. E o que se viu foram muros ortogonais, que “aparentam configurar a parte urbana da vila”. Para além disso sabe-se que existem fragmentos de estuque pintados e placas de mármore de revestimento.À volta da capital Olisipo, o nome romano da cidade de Lisboa, foram edificadas muitas vilas, que cultivavam terrenos à volta. Cada vila romana continha uma parte rural e uma propriedade urbana, onde vivia o proprietário e que tinha várias construções.Existem vestígios que datam de uma altura imediatamente anterior à chegada dos romanos à região, entre os séculos III e I antes de Cristo. “Estas vilas podem estender-se até ao século IV ou V depois de Cristo”, explica o arqueólogo. Mas ainda se sabe muito pouco.Toda a prospecção feita até agora foi não intrusiva. Em Setembro iniciam-se as escavações para se perceber o grau de importância do local. Se estiver bem preservado, para além do valor científico, pode tornar-se numa área de interesse arqueológico, com importância do ponto de vista cultural e educacional.“Tudo indica que pode vir ser uma área de interesse arqueológico”, explica o arqueólogo. Perto da região, o achado só é comparável à vila romana de Freiria, no Concelho de Cascais e a uma vila romana que está debaixo de um edifício do século XVIII do centro histórico de Oeiras.O relatório final está previsto para 2009. Cabe ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico avaliar se a área deve ser só preservada por registo documental ou se a sua importância patrimonial e científica justifica a delimitação de uma área de interesse arqueológico. Nesse caso, qualquer construção teria de respeitar o traçado da vila romana, que poderia ser integrada no circuito turístico e cultural do concelho e do país.
sexta-feira, agosto 08, 2008
Villa romana pode vir a ser área de interesse arqueológico
quinta-feira, agosto 07, 2008
V Congreso Internacional de Latín Medieval Hispánico
V Congreso Internacional de Latín Medieval Hispánico
Continuando la tradición de los anteriores Congresos celebrados en León y Lisboa, anunciamos la organización del V Congreso Internacional de Latín Medieval Hispánico, por parte de la Universidad Autónoma de Barcelona y la Universidad de Barcelona, que tendrá lugar, Deo uolente, durante los días 7 al 10 de Septiembre de 2009.
En el último año se ha producido la pérdida de dos de los maestros más queridos y respetados de los estudios de latín cristiano y medieval en España, los Profesores Virgilio Bejarano Sánchez y Manuel C. Díaz y Díaz. Su recuerdo nos acompaña para impulsar y mantener el legado que ellos crearon y nos transmitieron con tanto entusiasmo y dedicación.
La celebración de este V Congreso nos dará oportunidad de recordar en la Universidad de Barcelona.los trabajos de la Escuela de Filología de Barcelona y del Glosarium Mediae Latinitatis Cataloniae.
El contenido del Congreso, el Latín Medieval Hispánico, entendido con un amplio criterio temático y cronológico, ofrece a los estudiosos el marco para exponer a la comunidad científica sus trabajos. El Comité Organizador invita a todos los investigadores de lo hispano a presentar el estado actual de los estudios que se llevan a cabo. También quiere potenciar la presentación de los Proyectos de investigación en curso y la presencia de los jóvenes que preparan sus tesis doctorales exponiendo en secciones especiales sus proyectos. Por otra parte queremos apoyar la presencia de investigadores extranjeros dedicados a los temas hispanos.
sábado, agosto 02, 2008
Achado inédito em necrópole romana
Braga. Urna de pedra e outros objectos foram descobertos num local onde nascerá centro comercialA Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho fez um achado inédito em Portugal: encontrou uma urna de pedra de forma oval, durante as escavações de uma necrópole romana da Via XVII, no centro de Braga. O anúncio foi feito ontem, em Braga, pela responsável pelas escavações. Manuela Martins avançou que foram encontradas 17 urnas cinerárias, cinco enterramentos e seis sepulturas de inumação. A equipa também achou esqueletos no local onde nascerá um espaço comercial.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Nero
O reinado de Nero é geralmente considerado o exemplo máximo da extravagância e da corrupção que, para muitos, simbolizam a Roma antiga.Nesta acessível introdução a Nero, imperador de Roma de 54 a 68 d.C, David Shotter traz-nos uma nova análise desta concepção.O texto versa as questões principais da vida do imperador, com especial incidência na primeira parte da vida de Nero e a sua ascensão ao poder, a sua política nacional e no império e, por último, as razões para a sua queda, bem como as consequências deste facto.Esta edição foi completamente revista tendo em conta as investigações mais recentes sobre o tema. Inclui, ainda, uma bibliografia seleccionada e um índice.
quarta-feira, julho 30, 2008
History as Fiction, Fiction as History: Fictive Inspirations for a Modern Historical Novelist of the Ancient World
segunda-feira, julho 28, 2008
Gordianus's comeback
"I thought you were dead", says Calpurnia, Caesar's wife, when she meets Gordianus at the very beginning of Saylor's latest novel from the Roma sub Rosa series, The Triumph of Caesar. Many fans, too, thought Gordianus was dead in the troubled, crocodiled waters of the Nile. He didn't, and he's back with his family, safe and sound, dis gratias. And his projects for a quiet, peaceful retirement are once again blown apart. Calpurnia has been having strange dreams about Caesar's fate, supported by her etruscan soothsayer predictions, and Gordianus is to find the truth about it. But what appeared to be no more than irrational turns out to be a case of murder, when Gordianus learns his dear friend Hieronymus was murdered, trying to find Caesar's enemies. More than saving Caesar's life, Gordianus wants to find who murdered his massilian friend. Or so he says at the begining. The Triumph of Caesar is, again, a wisely made depiction of the end of the roman Republic, with it's social, cultural and political aspects. There we meet again a cold and clever Cleopatra, an ambitious Marc Antony, a ridiculous Cicero, and, though briefly, an icy cold Octavius, one of the best portraits of the future Augustus I've ever read in fiction.
Steven Saylor was in Lisbon, to the ICAN congress (22-26 july), and also to present the portuguese translation of The Triumph of Caesar: "O Triunfo de César". Saylor met some of his fans in a session in Bertrand-Chiado library. The turnout was excellent, there were dozens of fans, who listened to the author's interesting and witty talk about his books, all translated to portuguese by Maria José Figueiredo, also present. The fans made many questions, and the talk was excellent. Now we're all looking forward to Roma's sequel, that would lead us from where the first book left us, at Augustus time, to Constantin.
More photos here.
sábado, julho 26, 2008
15 anos de Thíasos
quinta-feira, julho 24, 2008
Hadrian: Empire and Conflict
«24 July - 26 October 2008 Reading Room £12, concessions available
The Roman Emperor Hadrian (117 to 138AD) is best known for his passion for Greek culture, interest in architecture, his love for Antinous, and of course the eponymous wall he built between England and Scotland, then Caledonia. This exhibition, supported by BP, will look beyond this established image and offer new perspectives on his life and legacy, exploring the sharp contradictions of his personality and his role as a ruthless military commander. Incorporating recent scholarship and the latest spectacular archaeological discoveries, the exhibition will feature over 180 objects from 28 lenders from Italy to Georgia, from Israel to Newcastle. Loans of dramatic sculpture, exquisite bronzes and architectural fragments will be brought together and displayed for the first time in the UK, alongside famous objects from the Museum’s own collection such as the iconic bronze head of Hadrian and the Vindolanda tablets. This exhibition will be held in the Round Reading Room, often compared to one of Hadrian’s architectural masterpieces, the Pantheon in Rome.»
Mais aqui.
Um vídeo promocional poder ser visto aqui.
Call for papers
LATIN AND VERNACULAR IN RENAISSANCE IBERIA IV:
THE INFLUENCE OF CHRISTIAN LATIN LITERATURE
Following the success of Latin and Vernacular in Renaissance Iberia I -III (1998-2007), we propose a fourth conference to explore one particular aspect of this field, to be held at the University of Cork (Republic of Ireland) on 15-16 April 2009.
Up to twelve papers of twenty minutes, in English, Spanish or French, are invited on the reception and influence on the literary cultures of the Iberian Peninsula of Latin texts of whatever date written by Christian authors. The period of reception will be 1400 to 1700.
Offers of papers should be sent to the organisers by 15 January 2009.
The organisers are:
| Dr Barry Taylor Early Printed Collections The British Library 96 Euston Road London NW1 2DB E-mail: barry.taylor@bl.uk
| Dr Alejandro Coroleu Dept. of Spanish, Portuguese and Latin American Studies University of Nottingham Nottingham NG7 2RD E-mail: alejandro.coroleu@nottingham.ac.uk |
Encontro com o autor Steven Saylor
sábado, julho 19, 2008
Instituições da Língua Arábica
Um dos aspectos mais interessantes destas Instituições é a separação que fazem entre "árabes" e "mouros", que vai ao pormenor - importantíssimo para nós, "andaluzes" - de distinguir a escrita "levantina" (isto é: a escrita padrão) da "africana", argumentando que a tal obrigava o intenso comércio com o Magrebe, bem como os manuscritos dos tempos árabes na Península, sobretudo das épocas dos impérios berberes (Almorávidas e Almôadas). Além das recorrentes explicações, o autor agrega mesmo um quadro comparativo das formas manuscritas "levantinas" e "africanas".
Apesar de algumas limitações, devidas mais à linguagem da época e sobretudo à terminologia, que por vezes é completamente opaca, parece-me um documento muito importante na História dos estudos árabes em Portugal.
Deixo um cheirinho das considerações iniciais, que bem se poderiam aplicar ao Latim:
A Utilidade da Lingua Arabiga, que n'outro tempo foi muito conhecida neste Reyno, e que agora pelas luzes do nosso Ministerio se acha felizmente promovida, he o que me obrigou a composição desta Arte, que me resolvi dar á luz pública. Eu não gastaria o meu tempo com este trabalho, se me deixasse preoccupar dos gritos da ignorancia, que com escandalo da razão se atreve a dizer, que esta Lingua he inutil. Bastará conhecer o excesso, com que ella se distingue entre as outras, para se fazer estimavel por todos aquelles, que aspiram a conseguir conhecimentos vastos, e uteis.
quinta-feira, julho 17, 2008
Ancient Times Today
A CeDeCe (Companhia de Dança Contemporânea) e o Ballet do Teatro Nacional da Croácia apresentam, dia 18 de Julho no Mosteiro de Alcobaça, e 19 e 20 no Teatro Nacional D. Maria II, "Ancient Times Today", um espectáculo que revisita dois marcos da cultura mediterrânica: Penélope e o Cântico dos Cânticos.
quarta-feira, julho 16, 2008
Latim para almoço
O director de uma editora de Kent (Inglaterra), ex-professor, decidiu ensinar latim aos seus funcionários durante a hora de almoço. Ver notícia na BBC.
quinta-feira, julho 10, 2008
Loba Capitolina mais nova do que se pensava
sábado, julho 05, 2008
Problemas de alguns diplomas medievais
Conferência
Problemas de alguns diplomas medievais

Universidade de Santiago de Compostela
FLUL | Sala D. Pedro V | 14 de Julho de 2008 – 11:30

sexta-feira, julho 04, 2008
Nova tradução dos Annales de Tácito
Saiu há semanas a nova tradução dos Annales de Tácito. Trata-se de uma obra escrita na segunda década do século II da nossa era e que conta a história de Roma a partir da morte de Augusto, seu primeiro imperador. Depois de Augusto, governaram em Roma Tibério, Calígula, Cláudio, e Nero. Infelizmente, perderam-se os livros que Tácito escreveu sobre Calígula e os que contam a história de Tibério, Cláudio, e Nero, encontram-se fragmentados. No entanto, há centenas de páginas para descobrir. Quem não sabe latim (e mesmo quem sabe) pode agora, com a tradução de J. C. Yardley, ter acesso ao texto de Tácito através de uma língua moderna.
A tradução, incluída na colecção Oxford World’s Classics, é das melhores já feitas a partir do latim. Anulando as dificuldades de interpretação e sintaxe que a tradução de A. J. Woodman copiava de Tácito, na versão de Yardley pode encontrar-se um inglês vivo e corrente, sem deixar de ser fiel ao original.
A edição é enriquecida com uma introdução e notas de Anthony A. Barrett, bibliografia, cronologia, mapa, glossários, e um índice onomástico.
Tacitus, The Annals: The Reigns of Tiberius, Claudius, and Nero, trad. J. C. Yardley («Oxford World's Classics», Oxford: Oxford University Press, 2008).
quinta-feira, julho 03, 2008
Doubt over date for Brit invasion
Julius Caesar's invasion of Britain in 55BC could not have occurred on the dates stated in most history books, a team of astronomers has claimed.
The traditional view is that Caesar landed in Britain on 26-27 August, but researchers from Texas State University say this cannot be right.
Dr Donald Olson, an expert on tides, says that the English Channel was flowing the wrong way on these dates.
An invasion of the south coast at Deal on August 22-23 is favoured instead.
The claims appear in the latest issue of Sky & Telescope magazine.
Caesar came to Britain with 100 warships and two legions comprising 10,000 men. But as he approached Dover's white cliffs, spear-wielding Celtic warriors lined up along the ridge, prompting the Roman leader to look for a better landing spot.
He ordered his fleet to move along the coast, and after travelling about seven miles they came to "an open and flat shore".
What has been a matter of some debate is whether Caesar sailed left or right and when exactly his armada landed.Astronomical solutionCaesar mentioned strong tides, a full Moon and an ocean current. The astronomers Edmund Halley and George Airy previously used this information to try to solve the problem. But they disagreed with each other's conclusions.
Dr Olson identified August 2007 as a rare opportunity to investigate the question of when Caesar landed.
During this month, complex tidal factors involving the Moon and Sun would unfold in a near-perfect replay of those in August of 55 BC. So the researchers conducted an expedition to the south coast of England in order to investigate their idea.
On the day which corresponded closely to the traditional date for the invasion, Dr Olson carried out a basic experiment - dropping an apple into the sea off Deal pier at roughly the time of afternoon when Caesar described the fleet moving.
The apple floated south-west towards Dover, suggesting that the Roman fleet could not have travelled up to Deal from Dover on that day.
"The English Channel was flowing the wrong way," said Dr Olson.
Caesar's account led the researchers to focus on a possible invasion date a few days earlier.
On the day corresponding to the revised date of 22-23 August, the team chartered a sightseeing boat and took GPS readings to determine how the boat was drifting.
They found the boat was floating north-east towards Deal.
The Texas team's revised date gives Caesar the ocean current he needed to manoeuvre right, proceed seven miles, and land with a falling tide near present-day Deal.
This is the beach preferred by most historians but rejected by tide experts in the past. A modified reading of Caesar's reference to the "night of a full Moon" also leads to the August 22-23 date, Dr Olson claimed.
"The scientists were right about the tidal streams and so were the historians about the landing site," he explained.
segunda-feira, junho 30, 2008
Cuadernos de Filología Clásica
sábado, junho 28, 2008
Portugal na Espanha Árabe
quinta-feira, junho 26, 2008
Seminário: Projecto Plutarco e os fundamentos da identidade europeia
Dia 27 de Junho
(Sala do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos)
10h: apresentação sumária da investigação em curso
Dr. Rodolfo Lopes: “As autoridades filosóficas no Livro I das Quaestiones Convivales de Plutarco”
Dra. Ália Rodrigues: “Problemas de interpretação do livro VII das Quaestiones Convivales”
Dr. Carlos Jesus: “A bulimia segundo Plutarco (Quaest. Conv. 6.8): excesso, desvio ou patologia?”
Doutor Manuel Troester: “Plutarco e a Roma médio-republicana. Emílio Paulo como educador político e moral”
11h: discussão.
12h: apresentação dos três primeiros volumes do projecto
Homero e o eclipse
«Então entre eles tomou a palavra o divino Teoclímeno:
"Ah, desgraçados! Que mal sofreis? A noite encobre
as vossas cabeças, os vossos rostos, e até os vossos joelhos
por baixo! Ardem os gritos de dor, cheias de lágrimas estão
as vossas faces, e manchadas
de sangue as paredes e o tecto.
O adro está repleto de fantasmas; repleto está o pátio;
para a escuridão do Érebo se precipitam e o sol
desapareceu do céu e tudo cobre a bruma do mal."
Passagem sobre o eclipse na Odisseia, Canto XX, versos 350 a 357
Ed. Livros Cotovia
Tradução de Frederico LourençoTerá Homero feito uma alusão velada ao facto de que, no dia em que Ulisses regressa a casa, houve um eclipse total do Sol em Ítaca? Fala-se disso há séculos, mas já ninguém acreditava. Só que, agora, novos dados científicos parecem confirmá-lo.»
Church 'comeback' for Latin mass
A mass to be held in Latin at Westminster Cathedral has been hailed as a sign that the use of Latin in church services is returning to the UK.The Latin mass was replaced by modern national languages after the reforming Second Vatican Council of the 1960s.But Cardinal Dario Hoyos's holding of a Latin Mass has been seen by Catholic traditionalists as a signal to the church leadership in England and Wales.Supporters of the traditional mass say it is popular among young Catholics.'Pick-and-choose' religionFollowing the reforming Second Vatican Council of the 1960s - although the Council did not rule Latin out, many Catholics did not speak it and so Latin gave way to modern national languages.Many British bishops were reluctant to grant permission to priests to celebrate mass in Latin, and some refused to do so.But last year Pope Benedict ruled that priests no longer had to secure special permission from their bishop to conduct mass in Latin.And the presence of Cardinal Hoyos - a senior adviser to the Pope - celebrating Latin Mass in one of the country's principal Catholic cathedrals, has been interpreted by some in the Church as a pointed gesture to the relatively liberal leadership in England and Wales.There is evidence of a demand for the Latin mass from young Catholics in particular, some of whom claim it represents a wider rejection of a modern pick-and-choose attitude to the religion.
segunda-feira, junho 16, 2008
Bloomsday

«Rhythm begins, you see. I hear. A catalectic tetrameter of iambs marching. No, agallop: deline the mare.»
Fragmentos Poéticos
Terêncio, Comédias
segunda-feira, junho 09, 2008
Número de alunos a aprender Latim diminuiu 80 por cento em dois anos
O número de alunos a aprender Latim diminuiu 80 por cento nos últimos dois anos lectivos. Perante os números, professores e investigadores temem o desaparecimento de uma disciplina que desenvolve o raciocínio e facilita a aprendizagem de todas as línguas.
Este ano estão inscritos para realizar o exame nacional de Latim 313 alunos. Em 2006 eram 1651. Em todo o país, só quatro por cento das escolas secundárias oferece aos estudantes a possibilidade de aprender a disciplina conhecida como a "Matemática das Letras".
"O ensino das Humanidades está cada vez mais desvalorizado e o caso do Latim, em vias de desaparecimento, reflecte esse problema. O discurso político passa a ideia de que 'letras são tretas' e o que é preciso são as tecnologias e as ciências exactas", lamenta Paula Dias, investigadora do Instituto de Estudos Clássicos, da Universidade de Coimbra.
O problema, assegura, é quase exclusivamente português. Em Espanha e França, por exemplo, não tem havido redução do número de estudantes a aprender os clássicos e em países como a Inglaterra e a Alemanha, cujos idiomas nem sequer têm origem latina, o ensino "tem sido muito divulgado e incentivado pelo Estado".
Os dados do Reino Unido não deixam dúvidas: entre 2004 e 2007 mais do que duplicou o número de secundárias a leccionar a disciplina e há mesmo 2500 escolas do primeiro ciclo que dão às crianças introdução ao Latim para as ajudar na aprendizagem da gramática inglesa.
"Nós andamos sempre ao contrário dos outros. Lá fora percebem a importância do ensino da cultura clássica. Cá, os nossos governantes acham que só as tecnologias são importantes", corrobora Isaltina Martins, presidente da Associação de Professores de Latim e Grego (APLG).
Secretário de Estado diz que o problema é a falta de interesse dos alunos
Já o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, entende que o problema não está nas políticas educativas, mas nos estudantes, que simplesmente "não estão interessados".
"Temos professores para ensinar Latim, mas não há procura. O problema existe nas línguas clássicas no geral e até em algumas línguas modernas. Tem a ver com as expectativas e os interesses das famílias", explica.
Para a investigadora do Instituto de Estudos Clássicos, o desinteresse só revela "a falta de apreço geral dos portugueses pelo seu património cultural e literário". Paula Dias lamenta que o Ministério da Educação não tente combater esta realidade, promovendo o ensino de Latim, e questiona: "Como podem os alunos escolher o que não conhecem?".
Talvez muitos optassem de forma diferente, afirma, se soubessem que a disciplina "facilita imenso a aprendizagem de todas as línguas, por ser matriz de muitos idiomas, ajudando a compreender melhor a etimologia e o vocabulário".
Mas as vantagens não são apenas ao nível das línguas e do conhecimento da história e cultura clássica, em que se baseia a Europa. Os especialistas garantem que o Latim é uma "verdadeira ginástica mental, como a Matemática", desenvolvendo o raciocínio lógico, a memorização e a capacidade de concentração.
Para muitos estudantes portugueses, o Latim ainda é apenas sinónimo de aulas difíceis e sem utilidade prática, implicando "competências habitualmente definidas como chatas, como a memorização".
quarta-feira, junho 04, 2008
Roman history
But oblige me by taking away that knife. I can't look at the point of it. It reminds me of Roman history.
James Joyce, Ulysses
segunda-feira, junho 02, 2008
Dicionário Editora de Latim-Português
sábado, maio 31, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
The Triumph of Caesar
sábado, maio 24, 2008
Novos achados em Mértola
Mértola continua a revelar os vestígios do seu passado, sempre que se abre um buraco no chão. Agora foi a construção de uma nova rede de esgotos que devolveu à luz do dia vestígios romanos e paleocristãos. A notícia vem desenvolvida no Público de hoje.
sábado, maio 17, 2008
Homero, Ovídio, Marco Aurélio, Epicuro, Séneca
Acabam de ser também publicados os Pensamentos de Marco Aurélio e um volume com a Carta sobre a felicidade de Epicuro e Da vida feliz de Séneca.
Os preços são bastante atractivos, oscilando entre 5 e os 13 euros.
Oxford Latin Mini Dictionary
annus horribilis
annus mirabilis
Carpe diem
Cogito, ergo sum
Cui bono?
Dulce et decorum est pro patria mori
Et tu, Brute?
Lacrimae rerum
Mens sana in corpore sano
Nil carborundum illegitimi
Nil desperandum
O tempora, o mores
Quis custodiet ipsos custodes?
Tempus fugit
Vae uictis
Veni, uidi, uici
Muito recomendável.
sexta-feira, maio 16, 2008
Conferência "Nós e os Árabes"

20 de Maio de 2008, Lisboa, Museu-Escola de Artes Decorativas Portuguesas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva
A conferência "Nós e os Árabes" terá lugar a 20 de Maio de 2008, pelas 18h, no Museu-Escola de Artes Decorativas Portuguesas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, em Lisboa.
Enquadramento
O evento insere-se no âmbito do Ano Europeu para o Diálogo Intercultural 2008 e faz parte de um ciclo de conferências temáticas sobre a diversidade artística e cultural, "Olhar as Artes do Outro: Diálogos Interculturais". Inclui uma prova de sabores luso-árabes.
Orador
Cláudio Torres
Organização
Museu-Escola de Artes Decorativas Portuguesas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS)
Participação
Entrada gratuita
Mais informações aqui:
http://www.fress.pt/Default.aspx?Tag=CONTENT&ContentId=60
quinta-feira, maio 15, 2008
Encontrado busto de Júlio César
Vaticano em Latim
A política actual e os clássicos: o novo mayor de Londres
What can Boris learn from the classics?
The new London mayor, Boris Johnson, has been accused of lacking experience and political nous, but he has always boasted one qualification for government - a good grasp of Latin, Greek and classical history. So just what lessons can a modern politician learn from antiquity?
The place of classics in the great British education has declined in recent years.
Once upon a time, an Oxbridge classics degree was considered the cream of all qualifications, a gold standard for young people planning a career in the professions, the civil service and even government.
Boris Johnson's father Stanley summed it up in a newspaper interview at the weekend, saying: "In the days when Britain ruled more than a quarter of the world, a classical education was considered more than adequate training for the job of handling populations certainly as large and diverse as London's."
Johnson himself has spoken of the value of the classics in understanding modern politics, having written a book comparing the European Union with the Roman Empire, and suggesting every child be taught Latin.
But can the modern politician draw any lessons from the classical historian and philosophers?
WATCH YOUR BACK
If there's one thing the classics gives you, it's a sense of what a precarious business being in charge is. Take the Twelve Caesars by the Roman historian Suetonius. It is a story dominated by a central theme - political leaders who let power go to their heads and then pay the consequences.
Of the first eight Roman emperors, only one - Augustus - died a natural death. His successors often suffered grisly fates.
The emperor Tiberius, Augustus's adopted son, was reported to have been either poisoned, denied food while ill, or smothered. One of his many failings was his withdrawal from affairs of state, leaving these in the hands of the murderous Praetorian Guards commander Sejanus, and later his soon-to-be-successor, the insane Gaius Caligula.
Caligula was murdered by his own guards after a reign characterised by murders. The next emperor, Claudius, was probably poisoned on the orders of his wife. Future emperors had to watch out for children, wives, bodyguards, and generals. And who to delegate power to remains one of the key challenges for any leader.
WATCH WHAT YOU SAY
Johnson is not alone among modern politicians to have suffered controversy because of a tendency to talk volubly when it might have been better to remain circumspect.
In the classical world there was a great value placed on not saying too much. Many of the great aphorisms that have made it to the present day are the most pithy. "Veni, vidi, vici" or "I came, I saw, I conquered" - famously uttered by Julius Caesar - has been drummed into many a British schoolchild's head.
As Plato once said: "The wise man speaks because he has something to say, the fool because he has to say something."
But the masters of classical pithiness were the Spartans of Greece. It is said Philip of Macedon once sent a hostile message to the Spartans saying something along the lines of "if I bring my army down to Sparta, I will knock down the walls and kill everybody". The Spartan oligarchs reportedly sent back the one-word reply "if".
PRETEND TO BE STUPID
Supporters of Johnson have long denied that he has affected silliness in order to disguise his considerable intellect. But this was not unknown as a tactic in the ancient world.
"They conceal their wisdom, and pretend to be blockheads, so that they may seem to be superior only because of their prowess in battle." So Socrates, as quoted by Plato, described the Spartans.
And pretending to be stupid is supposed to have saved the life of the emperor Claudius when all his relatives were being murdered in a political merry-go-round.
Suetonius reports: "Instead of keeping quiet about his stupidity, Claudius explained, in a few short speeches, that it had been a mere mask assumed for the benefit of Caligula, and that he owed both his life and throne to it. Nobody, however, believed him."
WATCH OUT FOR BIOGRAPHERS
Biographies and autobiographies have long been a thorn in the side of the modern politician. It has been suggested that the current crop - including those of Lord Levy and Cherie Blair - may be causing some discomfort to Gordon Brown. But any student of the classics will know this has always been a problem.
Perhaps the best example is of Procopius, historian to the Eastern Roman Emperor Justinian. Apparently a loyal chronicler to his boss, he churned out eight volumes on the emperor's reconquest of Italy and north Africa.
But the same man who wrote the history of the wars is also credited with writing perhaps the most bilious biography of a political leader ever, the Secret History or Anekdota. The wise Justinian of the earlier histories became, in the infamous Secret History, a murderous, grasping, spendthrift, state-wrecker, controlled by his wife.
"Without the slightest hesitation he used to embark on the inexcusable murdering of his fellow-men and the plundering of other people's property... he was a unique destroyer of valuable institutions," wrote Procopius.
And much as recent occupants of Downing Street might have smarted from the revelation in books by Lance Price and Christopher Meyer they should be grateful there wasn't a Procopius around. The following assessment of a leader could have been written in recent years.
"This emperor was dissembling, crafty, hypocritical, secretive by temperament, two-faced; a clever fellow with a marvellous ability to conceal his real opinion, and able to shed tears, not from any joy or sorrow, but employing them artfully when required in accordance with the immediate need, lying all the time."
The emperor's wife Theodora gets it too.
"There was not a particle of modesty in the little hussy... she would throw off her clothes and exhibit naked to all and sundry those regions... which the rules of decency require to be kept veiled and hidden from masculine eyes."
But the Secret History was not published in Justinian's lifetime. Emperors always had the option of executing those who wrote unflattering works and burning all copies.
Modern politicians have to content themselves with keeping an eye out for those with an axe to grind.
BUILDINGS MAKE A GOOD LEGACY
Another lesson Johnson will take from antiquity is that the enduring legacy of any leader is very often the buildings they leave behind.
On his deathbed, according to the Roman historian Cassius Dio, the Emperor Augustus boasted: "I found Rome of clay; I leave it to you of marble."
And can it be any coincidence that many of the better-regarded Roman emperors are those that have left great buildings - Claudius left a great aqueduct, Vespasian the colosseum. And Justinian, for all the badmouthing he gets from Procopius, at least left the world with a building as magnificent as the Hagia Sophia.
While wary of any future Millennium Domes, the modern British politician will still appreciate the value of leaving a monument or two.
Here is a selection of your comments.
“Tacitus, the Roman historian, summed up the emperor Galba in four words: "capax imperii nisi imperasset" or "up to the job until he did it". A possible epitaph for Gordon Brown?” Andrew Guest, London
“Yep, lets us look forward to Boris implementing the Spartan ideas on proto-communism, the state as a military training camp, state controlled infanticide, secret police etc, all vote winners.” A Hughes, Manchester
“No such place as Oxbridge may exist, but then neither does Redbrick. Both were terms coined by the Liverpool academic EL Peers who wrote under the pseudonym Bruce Truscot in the 1940s. The concept of both was clear: 'Oxbridge' as an amalgam of Oxford and Cambridge referred to a collegiate education at an ancient university (with international reputation); Redbrick referred to the Victorian universities which often featured red bricks in their construction. The majority of them also had Classics departments. The argument therefore follows that if one does not exist then neither can the other. Stat Roma pristine nomine, nomina nuda tenemus. Far from suffer, many of us rejoice in a 'redbrick education'.” Simon W, London
“The claim that classical education is in decline in Britain is a popular one, but I'm afraid that it is not an accurate one. In fact, there are more students studying Classics at my university (Oxford) than ever before; moreover, Latin in schools has increased threefold in the last seven years, while there is increasing demand for Classics teachers in schools (according to an article by Chris Arnott in the Guardian Education section on 5th February this year).” James Morton, Oxford
“Boris may also remember the warning of Plato that those who should have power do not want it, and those who seek power should not have it.” M Owen, Manchester, UK
“Another example of Spartan wit can be found in Dienekes retort to the news that Persians would fire so many arrows as "to blot-out the Sun", to which he replied, "So much the better; we shall fight in the shade."” DS, Croydon, England
“Boris, bless his cotton socks, will also know that in Roman history populist rabble-rousing ends in failure (the Gracchii, Julius Caesar), the most successful politicians play a long game (Augustus) and that senatorial dignity is worth keeping. All of which should suggest a slow and measured approach to Mayoral office...” Mark, Reading
“And the Athenian leader Pericles left us the Parthenon. As the historian Thucydides said: "Suppose... that the city of Sparta were to become deserted, and that only the temples and foundations of buildings remained, I think that future generations would... find it very difficult to believe that the place had really been as powerful as it was represented to be. If, on the other hand, the same thing were to happen to Athens, one would conjecture from what met the eye that the city had been twice as powerful as in fact it is."” Anon, UK
“Imagine the situation... two politicians that had started political life at roughly the same time subsequently became very powerful and eventually rulers of their country. Infighting destroyed them both - once one had been removed, the other committed political suicide by pursuing a policy which had been unpopular amongst his contemporaries. Finally, a young political novice rose up from amongst the debris to steal the crown and rule for an unprecedented number of years. Answers on a postcard?” Tony, London
A Tragédia Grega: recepções e reescritas
A tragédia na cena actual
10h: Prof. Freddy Decreus (Ghent University): “The reptilian brain and the representation of the female in the productions of Theodoros Terzopoulos”
Ensaios sobre a tragédia e o trágico
11h – 13 h: José Pedro Moreira (Centro de Estudos Clássicos): “Alguns problemas de tradução e de interpretação no párodo de Agamémnon de Ésquilo”
Sofia Isabel Frade (Departamento de Estudos Clássicos/ Centro de Estudos Clássicos): “Lirismo a metro ou uma nova estética euripidiana? As odes corais de Fenícias”
Leontina Luís (Mestre em Estudos de Teatro): “A tragédia em cena : Mourning becomes Electra Teatro Nacional D.Maria II”
Tatjana Manojlovic (doutoranda em Estudos de Teatro): “Medea’s love: Hélia Correia’s Desmesura. Exercício com Medeia (2006)”
sexta-feira, maio 09, 2008
Casa de Augusto
Após mais de 20 anos de trabalhos de conservação, reabriu ao público o que resta da casa de Augusto, no Palatino, em Roma.
Ligações:
BBC (Inglês)
BBC (Português)
RTP
terça-feira, maio 06, 2008
Aquiles Ainda Corre? Os Paradoxos de Zenão e a Noção de Indivíduo
Recebo da Faculdade de Letras a seguinte informação:
Os Paradoxos de Zenão e a Noção de Indivíduo
Bertrand Russell afirmou que os avanços matemáticos do século dezanove conseguiram finalmente resolver o problema de Zenão de modo rigoroso e definitivo. A chave dessa solução é o isomorfismo entre o espaço e o tempo, por um lado, e o conjunto ordenado dos números reais, por outro. Muita gente subscreveu a afirmação de Russell. E, no entanto, o século vinte conheceu uma enorme expansão dos estudos sobre os paradoxos de Zenão. Será que, também filosoficamente, Aquiles ainda corre?
Nesta apresentação, discutirei nomeadamente se a experiência mental das máquinas de infinidade (como o candeeiro de Thomson) logrou efectivamente reabrir o problema de Zenão. Defenderei que não, argumentando que essa experiência coloca uma questão espúria.
Ricardo Santos
http://www.filosofia.uevora.pt/rsantos/home.htm
- Doutor em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa (2002).
- Professor Auxiliar da Universidade de Évora (desde 2006).
- Investigador do Instituto de Filosofia da Linguagem FCSH-UNL (desde 1997).
- Actual Presidente da Sociedade Portuguesa de Filosofia (desde 2006).
- Autor de Aristóteles: Categorias – Tradução, Introdução e Comentário (Porto Editora, 1995) e de A Verdade de um Ponto de Vista Lógico-Semântico (Fundação C. Gulbenkian, 2003) e de artigos diversos nas áreas da lógica, filosofia da linguagem, filosofia da acção e filosofia grega antiga.
- Em preparação: tradução anotada dos Primeiros Analíticos de Aristóteles (para as Obras Completas de Aristóteles em Português, em curso na IN-CM) e estudos sobre as ideias de Aristóteles acerca da verdade, do princípio da bivalência e do paradoxo do mentiroso.
- Coordenador do projecto de investigação Paradoxos: Dedutivos, Indutivos e Práticos, financiado pela FCT, no período 2008-2010.»
domingo, maio 04, 2008
Zambujal - Torres Vedras
Aqui podem ver fotografias de pior qualidade, tiradas com o telemóvel, de parte da exposição "Vasos Campaniformes", patente no Museu Municipal Leonel Trindade, em Torres Vedras. Há lá outras fotos sem relação com a exposição, como notarão...
A Fronteira Interior do al-Ândalus: a revolta de ‘Umar ibn Ḥafṣūn
Recordo que amanhã, dia 5 de Maio, se realiza uma conferência sobre História do al-Ândalus, na FLUL:
A Fronteira Interior do al-Ândalus: a revolta de ‘Umar ibn Ḥafṣūn, pelo professor Virgilio Martínez Enamorado (Universidade de Málaga) - 5 de Maio, 14:30h, Anfiteatro III da FLUL
quinta-feira, maio 01, 2008
Encontro Internacional de Arqueologia e Exposição "Vasos Campaniformes"
«De 1 a 5 de Maio decorre, a partir de Torres Vedras, um Encontro Internacional de Arqueologia, que tem como tema “Vasos Campaniformes: Símbolos de uma Comunidade Cultural Europeia há 5000 anos”.»
«Arqueologia: Há cinco milénios havia bastante marfim na Península Ibérica
Torres Vedras, 01 Mai (Lusa) - Vasos campaniformes em França originários da zona de Mafra e uma "concha do Mar Vermelho" encontrada no Castro do Zambujal (Torres Vedras) indiciam que, no III milénio Antes de Cristo, já existiam trocas comerciais regulares na Europa.»
quarta-feira, abril 23, 2008
al-Ândalus - conferências
O Centro de História da Universidade de Lisboa promove duas conferências sobre História do al-Ândalus, nos dias 29 de Abril e 5 de Maio.
Arabização e Islamização no al-Ândalus, pela professora María de Jesús Viguera (Universidade Complutense de Madrid) - 29 de Abril, 10:30h, Anfiteatro III da FLUL
A Fronteira Interior do al-Ândalus: a revolta de ‘Umar ibn Ḥafṣūn, pelo professor Virgilio Martínez Enamorado (Universidade de Málaga) - 5 de Maio, 14:30h, Anfiteatro III da FLUL
Para aprender a escrever
Entrevista de António Lobo Antunes, na LER de Maio de 2008 (p. 38):«Tem medo de que esse livro que está em poder das suas filhas seja publicado, um dia?
Não. Eu já cá não estou, não é? Medo não. Porque eu hei-de ser avaliado pelo melhor que fiz e não pelo pior. Sabe, nós agora estamos a comemorar o bimilenário do exílio de Ovídio. Ele dizia que a obra dele ia vencer o tempo, o fogo e o ferro. E venceu. Ele só fez coisas extraordinárias. Eu tento traduzir os poetas latinos. O meu latim é mau mas lá ponho o indicador no substantivo, o mindinho no verbo e tal.
Ainda continua a fazer esse exercício, hoje?
Sim. Para aprender a escrever.»
terça-feira, abril 22, 2008
Noite da Liberdade
Na noite de 24 de Abril a livraria LivrodoDia (Torres Vedras) celebra a Noite da Liberdade com uma sessão de leitura de poesia greco-latina. A sessão será às 22:00h, e estão todos convidados!
Anúncio oficial:
"Amanhã, 24 de Abril, em noite de cravos vermelhos na lapela, vamos fechar o Mês das Clássicas em grande, com a leitura de textos poéticos de gregos e latinos.
A dar voz estarão Luís Filipe Cristóvão e Mário Lisboa Duarte.
A sessão realiza-se na Livrododia - Centro Histórico, em Torres Vedras, e tem início marcado para as 22 horas."
segunda-feira, abril 21, 2008
Sit tibi terra leuis
domingo, abril 20, 2008
Festival Internacional de Teatro em Maio
14 de Maio de 2008
Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (Sintra)
11h: Ifigénia em Áulide de Eurípides (Grupo de Teatro da Universidade de Alicante)
15h30: As Vespas de Aristófanes (Grupo Thíasos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Entrada: 2,50€ (grupos escolares têm entrada livre, mediante reserva)
sexta-feira, abril 18, 2008
Descobertos novos textos de Santo Agostinho
Seis séculos debaixo do pó, seis sermões agora postos a descoberto. Textos inéditos de Agostinho de Hipona (354–430), uma das figuras maiores do cristianismo e da filosofia ocidental, autor das Confissões, foram descobertos na Biblioteca Ampoliana da Universidade de Erfurt (Leste da Alemanha).
A importância do achado mereceu ontem mesmo duas páginas no jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, e referências no El Pais e na BBC. A história resume-se assim: o erudito Amplonius Rating de Berka doou, em 1412, 633 volumes manuscritos à universidade. Neles, incluíam-se os manuscritos agora descobertos, copiados durante a primeira metade do século XII, talvez em Inglaterra.
Os sermões (dois deles eram já parcialmente conhecidos) foram descobertos por três investigadores da Academia das Ciências de Viena. O manuscrito que os inclui passara até hoje despercebido.
“Supomos que os textos chegaram a Inglaterra do Sul de Itália, talvez antes do fim” do ano 1000, afirmou à BBC Isabella Schiller, da Universidade de Viena, que, com Dorothea Weber e Clemens Weidmann, descobriu os textos do bispo e “doutor” da Igreja.
De acordo com as informações já divulgadas, os sermões tratam temas como o amor ao próximo, a esmola e as festas dedicadas aos mártires Cipriano de Cartago, Perpétua e Felicidade. Outro dos textos debruça-se sobre a ressurreição dos mortos e defende a fidedignidade das profecias contidas na Bíblia.
O autor de A Cidade de Deus e criador do conceito de pecado original (“o princípio da História”, segundo o historiador Jean Delumeau) , nasceu na actual Argélia, converteu-se ao cristianismo, foi baptizado em Milão por Santo Ambrósio, em 387. Os seus textos (incluindo sermões) foram a forma de intervenção mais importante. Continua a ser um dos pensadores mais estudados: só entre 1955 e 1966 tinham sido publicados cerca de 55 mil textos sobre ele (1341 títulos por ano, em 41 anos).
quarta-feira, abril 16, 2008
O mito de Actéon - Interpretações e poetizações
sábado, abril 12, 2008
Fotografias!
Fotografias da interessantíssima sessão do Mês das Clássicas de hoje, na Livrododia, em Torres Vedras:
http://flickr.com/photos/peregrinationes/sets/72157604505578309/
quarta-feira, abril 09, 2008
Congresso Internacional da APEC
segunda-feira, abril 07, 2008
Berlusconi gostava de conhecer Júlio César para lhe falar em latim
Noticia a BBC.
quarta-feira, abril 02, 2008
Literatura Clássica e Portuguesa em Abril, em Torres Vedras
O programa é o seguinte:
Cristina Pimentel e Arnaldo Espírito Santo (ambos Professores Catedráticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Sobre Trindade, de Santo Agostinho.
12 de Abril - 16 horas
Paulo Farmhouse Alberto (Professor Associado com Agregação da FLUL) e Ricardo Nobre (Investigador do Centro de Estudos Clássicos da UL)
Sobre Metamorfoses, de Ovídio e a recepção dos clássicos na Literatura Portuguesa de Oitocentos.
19 de Abril - 16 horas
José Pedro Serra (Professor Auxiliar da FLUL) e Ana Maria Tarrío (Professora Auxiliar da FLUL)
Sobre Tragédia Grega e a recepção dos clássicos no Humanismo Português.
24 de Abril - 22 horas
Sessão de Leitura de Poesia Clássica, festejando a Noite da Liberdade (programa a anunciar).
Blogue da Livrododia:
http://www.diariodeumlivreiro.blogspot.com/
segunda-feira, março 17, 2008
Latim em vez do inglês
Algumas empresas espanholas começam a substituir o inglês pelo latim na hora de dar o nome a novas marcas e produtos.
Vender después de morir; latín y griego desplazan al inglés en las empresas
¿Qué tienen el latín y el griego que las empresas recurren a ellos para convencernos de sus bondades? ¿Por qué nos invitan a invertir en “Criteria” o en “Solaria” o en “Dinamia” o en “Eolia” y una carta de vinos parece una traducción de Julio César?
De la vieja moda de nombres anglosajones para inducir la idea de que el producto era novísimo y eficaz sólo quedan, entre las ciento veintiocho empresas que integran el mercado continuo de la bolsa española, cuatro cuya denominación remita al inglés.
Son Bankinter, Service Point, Jazztel — todas ellas añosas — y la más joven Vueling. Frente a ellas, sólo en este año, se han estrenado en el mercado Realia, Solaria y Criteria, que se suman a las también relativamente nuevas Logista y Dinamia o a veteranísimas como Argentaria. Y fuera del continuo, Itinere, Globalia, Eolia, todas ellas de creación reciente.
Como comenta con humor el académico de la lengua y lexicógrafo José Antonio Pascual, los nombres de inspiración anglosajona tienen ya su más importante reducto en los “pubs”, que usan el genitivo sajón — ese “Diego’s”, por ejemplo, que tanto luce en bares de carretera —, y en las peluquerías, en esta ocasión con esa “coma volada” al principio de la palabra: “S’tilo”.
Y si de los nombres de las empresas pasamos a las marcas de sus productos, el aluvión es mayor. Una carta de vinos es una clase de latín o de griego: Oremus, Aurus, Primium, Augustus, Plácet, III Milenium, Thermantia, Protos. Claro que en vinos es comprensible, nadie asocia lo anglosajón con los placeres; y con los del gusto, menos.
Pero también ocurre con las marcas de los coches: Vel Satis, Modus, Clío, Signum, Focus, Transit, Phaetón, Auris, Prius, Micra, Ypsilon, Fabia, Octavia...
Esta elección de nombres por parte de las multinacionales del automóvil muestra cómo el fenómeno es universal, no sólo español.
¡Si hasta en productos con tan poco brillo social como los jabones para fregar platos nos encontramos un “Quantum” y una variedad “Supra plus”!
El griego da prestigio
Pero ¿por qué ese cambio? Fernando Beltrán, fundador de la empresa “El nombre de las cosas”, dedicada precisamente a eso, a crear nombres para empresas, dice que la moda se explica porque “las palabras clásicas son eufónicas — suenan bien — e internacionales, pues se entienden en casi todos los idiomas occidentales; hasta el idioma inglés tiene muchas más palabras de origen latino y griego de las que nos creemos”.
Además “aportan prestigio a lo que nombran, el prestigio de lo clásico, lo que acaba dando un valor de garantía y seriedad a esas empresas o productos nombrados”.
A José Antonio Pascual el asunto le hace gracia: “Abandonamos el conocimiento de la literatura clásica, no sabemos qué son las sirenas, que volaban, ni que Calypso había tenido allí, en la isla, a Ulises, y sin embargo estamos creando marcas con el latín y el griego. Es muy bonito”.
“Yo tengo hecho — añade el académico — un trabajo sobre el “alia”, que se ha convertido en un sufijo nuevo — habitalia, noctalia, realia, animalia... — que parece evocar una gran estructura, con apariencia de colectivo y da prestigio. He recopilado ya unas 200 palabras con esta terminación”.
Pero este uso de sufijos del latín es un fenómeno muy extendido que no se limita al mundo de las empresas, recuerda Pascual. En nuestra vida cotidiana hay una tendencia creciente a sustituir el sufijo “dero” por el “torio”, que es lo mismo pero en latín.
“No olvidemos que decimos sanatorio y no sanadero y ambulatorio... Los sufijos en ‘dero’, comedero, bebedero se han degradado con el tiempo y entonces recurrimos directamente al ‘torio’, y hasta se construyen disparates como tanatorio, porque los finales en dero o en torio se hacen con verbos y tánatos es un sustantivo”.
También a Fernando Beltrán le parece “curioso que se supriman las asignaturas de latín y griego de los estudios de bachillerato, considerándolas casi como asignaturas anacrónicas y anticuadas, y el mundo de las marcas — teóricamente el que refleja “el latido” del marketing y la comunicación más actuales y vanguardistas —, esté al tiempo inspirándose en el mismo y con resultados sorprendentes entre las generaciones más jóvenes”.
Morir de éxito
Pero el fenómeno puede morir de éxito o, visto desde otra óptica, de indigestión. Beltrán cuenta que “se ha abusado ya tanto de ellos, que su moda pasará en los próximos tiempos. De hecho, a nosotros hay clientes que al igual que antes te pedían que el nombre a crear ‘no sea en inglés’, ahora te dicen que ‘no sea un nombre latino’.
“Están ya por todas partes, dice Beltrán, mientras que antes casi se utilizaban exclusivamente en ámbitos culturales, académicos, o en el mundo de la medicina, que siempre fue amigo de los nombres de origen clásico, por ser fieles al nombre original de los componentes de cada medicamento”.
Pascual lo expresa diciendo que “el exceso banaliza”. Si se saturan tanto los términos latinos que hasta se relacionan con un detergente, puede pasarles lo que a la música clásica. Lo peor que te puede ocurrir es oír una musiquilla clásica asociada a un detergente. “Lave su ropa con persil” ha machacado la “Marcha nupcial”.
Así será en el futuro, pero desde luego no es el caso ahora mismo, como demuestra “Aquaria”, que ha rizado el rizo del amor al clasicismo cambiando su nombre latino por el no menos clásico de “Fluidra”, con esa referencia al término griego que designa el agua: hidra. Y ello, por su salida a bolsa.
domingo, março 16, 2008
Pensadores e Lusosofia
O PÚBLICO inicia amanhã, dia 17, a publicação da colecção “Grandes Pensadores”, distribuída com o jornal todas as segundas-feiras, até 28 de Julho. Nos livros, de aproximadamente 300 páginas cada (e de capa dura), dá-se uma perspectiva sobre a vida e obra de 21 filósofos e pensadores:
1.º volume (17 de Março): Platão e Sócrates
2.º volume (24 de Março): Aristóteles
3.º volume (31 de Março): Séneca
4.º volume (07 de Abril): Santo Agostinho
5.º volume (14 de Abril): São Tomás de Aquino
Os restantes volumes são sobre Descartes, Pascal, Rousseau, Adam Smith, Kant, Hegel, J. Stuart Mill, Darwin, Marx, Nietzsche, Freud, Ortega y Gasset, Popper, Sartre, e Claude Levi Strauss.
Claro: haveria outros tão ou mais importantes para incluir na colecção, mas, tal como em qualquer antologia, algum há-de ficar sempre de fora.
Na Rede
A recém-criada página Lusosofia: Biblioteca On-Line de Filosofia (dinamizado pelo Instituto de Filosofia Prática da Universidade da Beira Interior) tem por objectivo disponibilizar em português textos da área da Filosofia.
Interessa-nos, no âmbito deste blogue, dar relevo às traduções de alguns textos clássicos da Filosofia, visto que o sítio pretende ser “[u]m repertório de textos clássicos significativos, sobretudo já no domínio público, vertidos a partir das línguas originais e procedentes de todas as épocas, relativos aos temas fundamentais da reflexão filosófica. Comporá por isso, assim esperamos, uma espécie de simpósio universal que acolhe diferentes tipos, tendências e estilos de filosofar, onde se descobrirá decerto a marca e o estigma de tempos e mundos diversos, mas também uma espécie de vitória sobre o tempo devido à premência e à perenidade das questões.” Já em lista para disponibilizar em breve estão textos de Aristóteles (Metafísica, livro XII) e de S. Tomás de Aquino (Os princípios da natureza, A eternidade do mundo, As criaturas espirituais, e algumas Quaestiones de veritate). Outros, certamente, se seguirão.
O portal tem ainda como objectivo dispor de ensaios sobre questões filosóficas. Destaco o artigo “Da Ambiguidade da Música na Antiguidade tardia e no Pensamento de St.º Agostinho”, de José Silva Rosa, já disponível.
Resta referir que os textos estão num cómodo formato pdf.
segunda-feira, março 10, 2008
Casa de Augusto aberta
A mesma notícia refere que, a partir de agora, a visita ao fórum romano passa a ser cobrada (11€), tendo em vista o financiamento de projectos de investigação e restauração futuros.
Ver a notícia.
Ler a notícia.
Grécia: Descoberto túmulo da época micénica no Oeste da Grécia
Notícia da RTP:
O túmulo continha várias sepulturas e numerosos objectos, como fragmentos de vasos em terra, pedras preciosas em esteatite e pérolas em diversos materiais.
Nenhum vestígio micénico tinha sido até hoje registado nesta ilha, "e a descoberta do túmulo traz uma nova dimensão à pesquisa", afirmou, em comunicado, o Ministério.
O túmulo foi descoberto durante os trabalhos de alargamento de uma estrada na Província de Ágio Nikita.
ALF.»
Aquele "ioniano" ali é que até arrepia... Não há dicionários na RTP?
domingo, março 09, 2008
Tácito na BBC Radio 3
Tácito (que viveu na segunda metade do século I d.C.; terá morrido por 117) é considerado o maior historiador latino. Escreveu sobre o início do império romano, dedicando os seus Anais aos principados de Tibério, Calígula (porção de texto actualmente perdida), Cláudio, e Nero. Nas Histórias, escreve sobre as guerras civis do ano 69 (“o ano dos quatro imperadores”, Galba, Otão, Vitélio, e Vespasiano), que ocorreram após a morte de Nero; a obra continuaria pelo principado de Tito, até Domiciano, mas só nos restam os cinco primeiros livros. Escreveu ainda um tratado sobre os povos da Germânia (Germânia), a biografia do seu sogro (Agrícola), e, advogado e orador exímio, um diálogo sobre a decadência da oratória (Diálogo dos Oradores).
Foi a prosa de Tácito que moldou a nossa visão dos imperadores romanos, bem como a do senado e da corte imperial. No entanto, e no âmbito dos estudos literários, o seu valor reside principalmente na concepção das suas personagens (individuais, mas também colectivas), e no seu estilo inconfundível (e difícil). Em Tácito, lemos a incerteza do Homem e da condição humana, a profundidade psicológica das personagens, que é a nossa, conhecemos o maior vilão a ser redimido ou o grande herói a perder a coragem à hora da morte. Há também a rectidão de princípios e a aceitação da morte com a maior das dignidades em personagens como Trásea Peto. Lições de vida. Tácito foi o autor que escreveu os acontecimentos do nosso imaginário (como o grande incêndio de Roma, ou a vida militar na Antiguidade). Igualmente importante é a reflexão sobre a História.
Actualmente, destacam-se as seguintes traduções dos Anais, para línguas modernas:
- para inglês: The Annals, trad. Anthony John Woodman (Indianápolis: Hacket Publishing, 2004).
- para francês: Tacite, Annales, trad. Pierre Grimal (Paris: Gallimard, 1993).
O programa (de 15 minutos por dia) vai para o ar às 23h e pode ser ouvido até uma semana depois de ter sido transmitido. Em Portugal, pode escutar-se a BBC Radio 3 no sistema BBC iPlayer.
sexta-feira, março 07, 2008
Traduções: O Político e Tratado da República
O primeiro volume desta colecção é O Político de Platão, com tradução, introdução, e notas de Carmen Soares. “Obra em diálogo escrita no século IV a.C., O Político revela a importância que Platão atribui à arte de governar, na sua perspectiva a arte suprema. O filósofo grego aborda aqui, sobretudo, o perfil do homem político, ou seja, aquele que na sua perspectiva possui a rara habilidade de saber conduzir os homens.”
O segundo volume é a tradução do De Republica, de Cícero (“Tratado da República”), feita por Francisco de Oliveira, a sair em breve.
Outros títulos da colecção: O Príncipe de Maquiavel, Tratado Político de Espinosa, Testamento Político de Richelieu, O Contrato Social de Rousseau, O que é o Terceiro Estado? de Sieyes, Defesa da Sociedade Natural de Burke, Discursos à Nação Alemã de Fichte, Investigação sobre o Governo de Calhoun, e O 18 de Brumário de Marx.
Nota: as citações feitas neste artigo são retiradas da revista do Círculo de Leitores (n.º 176), pág. 41.
domingo, março 02, 2008
Eurípides na BBC Radio 3
Em alternativa, pode escutar os episódios, até uma semana depois de o programa ter ido para o ar, no sistema BBC iPlayer.
