quarta-feira, abril 08, 2009
sábado, novembro 15, 2008
Brevíssimo curso de literatura grega e latina
sexta-feira, julho 04, 2008
Nova tradução dos Annales de Tácito
Saiu há semanas a nova tradução dos Annales de Tácito. Trata-se de uma obra escrita na segunda década do século II da nossa era e que conta a história de Roma a partir da morte de Augusto, seu primeiro imperador. Depois de Augusto, governaram em Roma Tibério, Calígula, Cláudio, e Nero. Infelizmente, perderam-se os livros que Tácito escreveu sobre Calígula e os que contam a história de Tibério, Cláudio, e Nero, encontram-se fragmentados. No entanto, há centenas de páginas para descobrir. Quem não sabe latim (e mesmo quem sabe) pode agora, com a tradução de J. C. Yardley, ter acesso ao texto de Tácito através de uma língua moderna.
A tradução, incluída na colecção Oxford World’s Classics, é das melhores já feitas a partir do latim. Anulando as dificuldades de interpretação e sintaxe que a tradução de A. J. Woodman copiava de Tácito, na versão de Yardley pode encontrar-se um inglês vivo e corrente, sem deixar de ser fiel ao original.
A edição é enriquecida com uma introdução e notas de Anthony A. Barrett, bibliografia, cronologia, mapa, glossários, e um índice onomástico.
Tacitus, The Annals: The Reigns of Tiberius, Claudius, and Nero, trad. J. C. Yardley («Oxford World's Classics», Oxford: Oxford University Press, 2008).
segunda-feira, junho 16, 2008
Terêncio, Comédias
sábado, maio 31, 2008
quarta-feira, abril 02, 2008
Literatura Clássica e Portuguesa em Abril, em Torres Vedras
O programa é o seguinte:
Cristina Pimentel e Arnaldo Espírito Santo (ambos Professores Catedráticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Sobre Trindade, de Santo Agostinho.
12 de Abril - 16 horas
Paulo Farmhouse Alberto (Professor Associado com Agregação da FLUL) e Ricardo Nobre (Investigador do Centro de Estudos Clássicos da UL)
Sobre Metamorfoses, de Ovídio e a recepção dos clássicos na Literatura Portuguesa de Oitocentos.
19 de Abril - 16 horas
José Pedro Serra (Professor Auxiliar da FLUL) e Ana Maria Tarrío (Professora Auxiliar da FLUL)
Sobre Tragédia Grega e a recepção dos clássicos no Humanismo Português.
24 de Abril - 22 horas
Sessão de Leitura de Poesia Clássica, festejando a Noite da Liberdade (programa a anunciar).
Blogue da Livrododia:
http://www.diariodeumlivreiro.blogspot.com/
domingo, março 09, 2008
Tácito na BBC Radio 3
Tácito (que viveu na segunda metade do século I d.C.; terá morrido por 117) é considerado o maior historiador latino. Escreveu sobre o início do império romano, dedicando os seus Anais aos principados de Tibério, Calígula (porção de texto actualmente perdida), Cláudio, e Nero. Nas Histórias, escreve sobre as guerras civis do ano 69 (“o ano dos quatro imperadores”, Galba, Otão, Vitélio, e Vespasiano), que ocorreram após a morte de Nero; a obra continuaria pelo principado de Tito, até Domiciano, mas só nos restam os cinco primeiros livros. Escreveu ainda um tratado sobre os povos da Germânia (Germânia), a biografia do seu sogro (Agrícola), e, advogado e orador exímio, um diálogo sobre a decadência da oratória (Diálogo dos Oradores).
Foi a prosa de Tácito que moldou a nossa visão dos imperadores romanos, bem como a do senado e da corte imperial. No entanto, e no âmbito dos estudos literários, o seu valor reside principalmente na concepção das suas personagens (individuais, mas também colectivas), e no seu estilo inconfundível (e difícil). Em Tácito, lemos a incerteza do Homem e da condição humana, a profundidade psicológica das personagens, que é a nossa, conhecemos o maior vilão a ser redimido ou o grande herói a perder a coragem à hora da morte. Há também a rectidão de princípios e a aceitação da morte com a maior das dignidades em personagens como Trásea Peto. Lições de vida. Tácito foi o autor que escreveu os acontecimentos do nosso imaginário (como o grande incêndio de Roma, ou a vida militar na Antiguidade). Igualmente importante é a reflexão sobre a História.
Actualmente, destacam-se as seguintes traduções dos Anais, para línguas modernas:
- para inglês: The Annals, trad. Anthony John Woodman (Indianápolis: Hacket Publishing, 2004).
- para francês: Tacite, Annales, trad. Pierre Grimal (Paris: Gallimard, 1993).
O programa (de 15 minutos por dia) vai para o ar às 23h e pode ser ouvido até uma semana depois de ter sido transmitido. Em Portugal, pode escutar-se a BBC Radio 3 no sistema BBC iPlayer.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Biblioteca ideial
Homero, Hesíoso, Esopo, Ésquilo, Píndaro, Sófocles, Eurípides, Heródoto, Tucídides, Aristófanes, Platão, Xenofonte, Aristóteles, Demóstenes, Plauto, Cícero, César, Lucrécio, Salústio, Vergílio, Horácio, Tito Lívio, Tibulo, Ovídio, Lucano, Petrónio, Plutarco, Epicteto, Tácito, Suetónio, Luciano, e Marco Aurélio. Infelizmente, parecem ter ficado de fora autores como Terêncio, Séneca, ou Marcial, do mesmo modo que é estranho que não tenha abrangido, por exemplo, poetas helenísticos; mesmo alguns dos passos escolhidos são discutíveis (de Tácito, escolheram uma citação da Germania, quando o autor escreveu obras de qualidade superior e tem passos sinceramente mais marcantes).
Ainda assim, a Bibliothèque Classique Idéale — De Homère à Marc-Aurèle cumpre o objectivo de reunir num só volume excertos de algumas das obras-primas da literatura clássica, de modo a que as ideias e estética literária deste período de mais de 600 anos se torne familiar a muitas mais pessoas.
O volume custa 29€ e tem 488 páginas.
terça-feira, dezembro 18, 2007
Literaturas Clássicas na BBC Radio 3
De segunda a quinta, das 11h às 11h15 da noite, “The series focuses on the works of the major figures of Greek and Latin literature, philosophy, history and politics, including Thucydides, Euripides, Plato, Horace, Augustine, Tacitus, Juvenal, Cicero and Virgil.” O programa vai para o ar “in six fortnightly blocs, one week with a Greek focus and one week with a Latin focus.”
Entre os responsáveis pelos conteúdos estão professores especialistas (da Open University), um cientista, e um poeta.
Em Portugal, podemos ouvir o programa através da BBC iPlayer, disponível até uma semana depois de ter ido para o ar.
Mais informações, ver aqui.
A BBC Radio 3 é a estação de Rádio de música clássica e jazz, artes e drama da corporação britânica de radiodifusão.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
De Trinitate - Apresentação
sexta-feira, outubro 12, 2007
De Trinitate
O De Trinitate de Santo Agostinho é um dos textos mais importantes do Cristianismo primitivo e, consequentemente, da construção daquilo que hoje se denomina a Civilização Ocidental. Por isso é de saudar a nova tradução desta obra ímpar, cujo lançamento decorreu dia 10 de Outubro de 2007, no Centro Pastoral Paulo VI (Fátima). A tradução é de Arnaldo do Espírito Santo (que também coordena), Cristina Pimentel, João Beato e Domingos Lucas Dias. O texto é introduzido e anotado por José Maria Silva Rosa, e está editado nas edições Paulinas.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Ancient Literary Criticism
Both works serve the purposes of the intermediate student, and the bibliography makes sufficient knowledge to further study. Please compare these:
Oxford Readings in Classical Studies: Ancient Literary Criticism
Edited by Andrew Laird
491 pages
“The volume makes widely available some important scholarship on the canonical texts of ancient rhetoric and poetics. Whilst there are numerous studies of general trends in classical criticism, this collection offers direct discussions of primary sources, which provide a useful companion to the Russell and Winterbottom anthology, Ancient Literary Criticism. The volume contains a chronology, suggestions for further reading, a new translation of Bernays’ 1857 essay on katharsis, and an important introductory chapter addressing the tension in ancient literary criticism between its place in the classical tradition and its role in contemporary endeavours to reconstruct ancient culture.”
Contents
1. The Value of Ancient Literary Criticism, by Andrew Laird
2. Poetic Inspiration in Early Greece, by Penelope Murray
3. Homeric Professors in the Age of the Sophists, by N. J. Richardson
4. A Theory of Imitation in Plato’s Republic, by Elizabeth Belfiore
5. Plato and Aristotle on the Denial of Tragedy, by Stephen Halliwell
6. Ethos and Dianoia: ‘Character’ and ‘Thought’ in Aristotle’s Poetics, by A. M. Dale
7. Aristotle on the Effect of Tragedy, by Jacob Bernays
8. Literary Criticism in the Exegetical Scholia to the Iliad: a Sketch, by N. J. Richardson
9. Stoic Readings of Homer, by A. A. Long
10. Epicurean Poetics, by Elizabeth Asmis
11. Rhetoric and Criticism, by D. A. Russell
12. Theories of Evaluation in the Rhetorical Treatises of Dionysius of Halicarnassus, by D. M. Schenkeveld
13. Longinus: Structure and Unity, by Doreen C. Innes
14. The Structure of Plutarch’s How to Study Poetry, by D. M. Schenkveld
15. ‘Ars Poetica’, by D. A. Russell
16. Ovid on Reading: Reading Ovid. Reception in Ovid, Tristia 2, by Bruce Gibson
17. Reading and Response in Tacitus’ Dialogus, by T. J. Luce
18. The Virgil Commentary of Servius, by Don Fowler
19. Ancient Literary Genres: a Mirage?, by Thomas G. Rosenmeyer
20. Criticism Ancient and Modern, by Denis Feeney
The volume includes a section with “Suggestions for Further Reading”.
The Cambridge History of Literary Criticism: Volume 1, Classical Criticism
Edited by George A. Kennedy
396 pages.
“Surveying the beginnings of critical consciousness in Greece and proceeding to the writings of Aristophanes, Plato, Aristotle, and Hellenistic and Roman authors, this volume is not only for classicists but for those with no Greek or Latin who are interested in the origins of literary history, theory, and criticism.”
Contents
1. Early Greek views of poets and poetry, by Gregory Nagy;
2. Language and meaning in Archaic and Classical Greece, by George A. Kennedy;
3. Plato and poetry, by G. R. F. Ferrari;
4. Aristotle’s poetics, by Stephen Halliwell;
5. The evolution of a theory of artistic prose, by George A. Kennedy;
6. Hellenistic literary and philosophical scholarship, by George A. Kennedy and Doreen C. Innes; 7. The growth of literature and criticism at Rome, by Elaine Fantham;
8. Augustan critics, by Doreen C. Innes;
9. Latin criticism of the Early Empire, by Elaine Fantham;
10. Greek criticism of the Empire, by Donald A. Russell;
11. Christianity and criticism, by George A. Kennedy.
terça-feira, agosto 14, 2007
Catulo 15
XV
A mim e ao meu amor te encomendo,
Aurélio. Uma graça modesta te peço:
se algo com teu ânimo desejaste,
que quisesses casto e não tocado,
castamente me guardarás o miúdo,
não digo da populaça - nada receio
desses, que pela rua ora aqui ora ali
passam ocupados nos seus assuntos;
a verdade é que tenho medo de ti e da tua pila
infestada por miúdos bons e maus.
Põe-na a andar tu para onde quiseres, como quiseres,
quanto quiseres, fora de casa, onde calhar:
apenas a ele ponho a salvo, razoavelmente, como me parece.
Porque se a tua paixoneta e uma loucura insensata
te fizerem cair, canalha, em tão grande crime
que nos faças perder, com as tuas insídias, a cabeça,
ah!, então pobre de ti, homem de má fortuna,
que de pés atados a porta aberta
te passarão rabanetes e tainhas!
commendo tibi me ac meos amores
Aureli. ueniam peto pudentem
ut si quicquam animo tuo cupisti
quod castum expeteres et integellum
conserues puerum mihi pudice
non dico a populo nihil ueremur
istos qui in platea modo huc modo illuc
in re praetereunt sua occupati
uerum a te metuo tuoque pene
infesto pueris bonis malisque
quem tu qua lubet ut lubet moueto
quantum uis ubi erit foris paratum
hunc unum excipio ut puto pudenter
quod si te mala mens furorque uecors
in tantam impulerit sceleste culpam
ut nostrum insidiis caput lacessas
a tum te miserum malique fati
quem attractis pedibus patente porta
percurrent raphanique mugilesque
sexta-feira, julho 20, 2007
Prólogos de Borges - "Publio Virgilio Marón: La Eneida"
quinta-feira, julho 05, 2007
Metamorfoses em análise (01)
Porém, com a duplicação de traduções, qual é que devemos escolher? Pessoalmente, não sei, mas tenho a vantagem de ter as duas. É possível, porém, reflectir sobre elas. A comparação é difícil por diversos motivos, começando no facto de se eu fizer uma comparação exaustiva, teria de escrever uma tese de doutoramento, cheia de notas filológicas e literárias. Por isso, escolhi fazer uma breve comparação, pegando em pequenos excertos, e sobre eles fazendo comentários.
Antes de entrar nesse confronto, é importante recordar as características dos dois volumes, as qualidades e defeitos (que muitas vezes não são da responsabilidade dos tradutores!).
| Vega | Cotovia |
1) Dois volumes, capa mole. 2) Badanas com informações erradas: Linha 2: Sâmnio por Solmona Linha 5: “declamação” – a retórica dos sofistas por oratória Linha 20: 9 a.C. por 8 d.C.; 3) Boa introdução, com dados importantes. 4) Notas em rodapé. 5) Subtítulos no corpo do texto. 6) Sem índice de mitos, mas há que ter em conta que este pode vir a ser introduzido no segundo volume. Como está, é difícil de localizar os mitos na obra. 7) Edição bilíngue. | 1) Um grande volume de 443 páginas; capa dura, fita marcadora, sobrecapa. 2) Mapas que localizam os “principais elementos geográficos citados”. 3) Introdução muito completa; fornece linhas de leitura. 4) Notas em rodapé. 5) Guia de leitura no canto superior da página, sem interferir no texto. 6) Índice remissivo de mitos e glossário no fim. Facilita incondicionalmente a localização dos mitos na obra. 7) A tradução segue fielmente a edição de R. J. Tarrant. |
2 Já agora, atrevo-me a pedir ao meu colega André que acabe as traduções dos carmes de Catulo para os submeter a esta editora, pois a qualidade do trabalho que o tradutor está a fazer merecem essa distinção.
quarta-feira, julho 04, 2007
Metamorfoses
«De formas mudadas em novos corpos leva-me o engenho
a falar. Ó deuses, inspirai a minha empresa (pois vós
a mudastes também), e conduzi ininterrupto o meu canto
desde a origem primordial do mundo até aos meus dias.»
Ovídio, Metamorfoses. Cotovia, 2007.
ISBN 978-972-795-206-9
quinta-feira, junho 28, 2007
Catulo 21
Aurélio, pai de fomes,
não só destas de hoje, mas também de quantas foram
ou são ou serão em outras idades,
queres encavar o meu miúdo.
E nem disfarças: estás com ele, brincas com ele,
colado ao seu lado tudo tentas.
Em vão: é que a ti, que me tentas tramar,
primeiro te comerei eu com bela foda de boca.
E se ao menos o saciasses, calava-me.
Mas o que me dói, ai eu ai eu!,
é que o rapaz só aprenderá a passar fome e sede.
Por isso desiste, enquanto podes fazê-lo com honra,
não vás tu acabar de boca fodida.
Aureli pater esuritionum
non harum modo sed quot aut fuerunt
aut sunt aut aliis erunt in annis
pedicare cupis meos amores
nec clam nam simul es iocaris una
haerens ad latus omnia experiris
frustra nam insidias mihi instruentem
tangam te prior irrumatione
atque id si faceres satur tacerem
nunc ipsum id doleo quod esurire
me me puer et sitire discet
quare desine dum licet pudico
ne finem facias sed irrumatus
Catulo 33
Ó tu, o melhor dos ladrões de balneário,
pai Vibénio e filho paneleiro
(que mais porca é a mão do pai,
mais guloso o cu do filho):
porque não ides exilados para o raio
que vos parta, pois conhecidas são de todos
as pilhagens do pai, e as nalgas peludas,
filho, não podes traficar nem por um tostão!
o furum optime balneariorum
Vibenni pater et cinaede fili
nam dextra pater inquinatiore
culo filius est uoraciore
cur non exilium malasque in oras
itis quandoquidem patris rapinae
notae sunt populo et natis pilosas
fili non potes asse uenditare
Bátrakhoi no Barreiro (II)
Os Bátrakhoi são um grupo de teatro clássico, constituído em finais de 2003, por iniciativa da Comissão Executiva do Departamento de Estudos Clássicos, então presidida pelo professor Arnaldo do Espírito Santo. Na altura foi-me atribuída a direcção do grupo, função que tenho desempenhado desde então. As dificuldades de conciliação de horários e disponibilidades levou a uma actividade reduzida e de certa forma simbólica, que culminou com uma inactividade de facto, desde 2005. Ainda assim não hesitei em aceitar o convite da Andreia, e tratei de contactar alunos e colegas interessados em ressuscitar o grupo, e contribuir para a divulgação das coisas clássicas num colégio que até ensina latim a alunos do ensino básico. Infelizmente é uma época complicada, com testes e trabalhos. Mesmo assim conseguimos reunir 4 pessoas: Cristiana Silva, Paula Carreira, Rui Carlos Fonseca e Susana Alves.
Reunido o grupo de actores, era preciso escolher o texto. A minha ideia foi, desde o início, dizer poesia. Porque não implica tanto tempo de preparação nem tanta gente como uma peça de teatro, e porque, tendo em conta o contexto em que nos iríamos apresentar - um jantar - me parecia o mais adequado. A escolha recaiu em Catulo, pois tinha já alguns carmes traduzidos de forma despreocupada, nos tempos livres. Naturalmente, e tendo em conta o público, imediatamente se excluíram os carmes mais atrevidos (os "malcriadões", como lhes costumo chamar). Ficou uma pequena selecta de carmes que representam primeiro o deslumbre amoroso, depois a desilução, finalmente o despeito.
Divertimo-nos imenso a preparar a apresentação, e mais ainda enquanto dizíamos, dramatizando, os carmes, diante de professores, alunos e encarregados de educação. E é isso que vale a pena: fazermos coisas giras, sérias, e sobretudo divertirmo-nos enquanto as fazemos. Deixo aqui de novo um agradecimento muito grande à Cristiana Silva, à Paula Carreira, ao Rui Carlos Fonseca e à Susana Alves. Fizeram muito pela divulgação dos estudos clássicos, na noite de 22 de Junho de 2007, mais do que pode parecer à primeira vista. É que colóquios e conferências são importantíssimos, fundamentais para o crescimento dos estudos clássicos, para o enriquecimento científico de todos que por eles se interessam. Mas para se crescer tem de se nascer (Monsieur de La Palisse não teria dito melhor), e não há maneira mais eficaz para despertar o interesse do que iniciativas deste género: jantares romanos, representações, exposições, et cetera.
Para outra ocasião fica a reportagem sobre a Cena Romana propriamente dita.

