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quinta-feira, outubro 09, 2008

Trindade e Tópicos

Duas traduções de obras clássicas figuram entre as três laureadas com Prémio de Tradução Científica e Técnica em Língua Portuguesa – Fundação para a Ciência e a Tecnologia – União Latina – 2008, atribuído ex-aequo. São essas obras:

- De Trinitate, de Santo Agostinho, feita em edição bilíngue por Arnaldo do Espírito Santo, Cristina de Sousa Pimentel, João Beato, e Domingos Lucas Dias; a obra foi publicada nas Edições Paulinas. Arnaldo do Espírito Santo, Cristina Pimentel, e João Beato tinham já vencido o mesmo prémio pela tradução das Confissões, do mesmo autor medieval.

- Tópicos, de Aristóteles, com tradução da autoria de José António Segurado e Campos; a obra é publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

sexta-feira, abril 18, 2008

Descobertos novos textos de Santo Agostinho

De tempos a tempos, os classicistas e medievalistas são surpreendidos por descobertas de textos que se julgavam perdidos para sempre. Reproduzo a notícia do PÚBLICO de ontem, sobre a descoberta de seis sermões de Santo Agostinho.

Seis séculos debaixo do pó, seis sermões agora postos a descoberto. Textos inéditos de Agostinho de Hipona (354–430), uma das figuras maiores do cristianismo e da filosofia ocidental, autor das Confissões, foram descobertos na Biblioteca Ampoliana da Universidade de Erfurt (Leste da Alemanha).
A importância do achado mereceu ontem mesmo duas páginas no jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, e referências no El Pais e na BBC. A história resume-se assim: o erudito Amplonius Rating de Berka doou, em 1412, 633 volumes manuscritos à universidade. Neles, incluíam-se os manuscritos agora descobertos, copiados durante a primeira metade do século XII, talvez em Inglaterra.
Os sermões (dois deles eram já parcialmente conhecidos) foram descobertos por três investigadores da Academia das Ciências de Viena. O manuscrito que os inclui passara até hoje despercebido.
“Supomos que os textos chegaram a Inglaterra do Sul de Itália, talvez antes do fim” do ano 1000, afirmou à BBC Isabella Schiller, da Universidade de Viena, que, com Dorothea Weber e Clemens Weidmann, descobriu os textos do bispo e “doutor” da Igreja.
De acordo com as informações já divulgadas, os sermões tratam temas como o amor ao próximo, a esmola e as festas dedicadas aos mártires Cipriano de Cartago, Perpétua e Felicidade. Outro dos textos debruça-se sobre a ressurreição dos mortos e defende a fidedignidade das profecias contidas na Bíblia.
O autor de A Cidade de Deus e criador do conceito de pecado original (“o princípio da História”, segundo o historiador Jean Delumeau) , nasceu na actual Argélia, converteu-se ao cristianismo, foi baptizado em Milão por Santo Ambrósio, em 387. Os seus textos (incluindo sermões) foram a forma de intervenção mais importante. Continua a ser um dos pensadores mais estudados: só entre 1955 e 1966 tinham sido publicados cerca de 55 mil textos sobre ele (1341 títulos por ano, em 41 anos).

quarta-feira, abril 02, 2008

Literatura Clássica e Portuguesa em Abril, em Torres Vedras

Decorre na livraria Livrododia - Centro Histórico, em Torres Vedras, uma série de sessões sobre literatura clássica e portuguesa. As sessões serão nos primeiros três sábados do mês, e apresentadas e moderadas por mim, e o companheiro "blogueiro" aqui do estaminé, o Ricardo, vai participar numa das sessões. Além disso, a noite de 24 de Abril será integralmente dedicada à poesia greco-latina.

O programa é o seguinte:

5 de Abril - 16 horas
Cristina Pimentel e Arnaldo Espírito Santo (ambos Professores Catedráticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Sobre Trindade, de Santo Agostinho.

12 de Abril - 16 horas
Paulo Farmhouse Alberto (Professor Associado com Agregação da FLUL) e Ricardo Nobre (Investigador do Centro de Estudos Clássicos da UL)
Sobre Metamorfoses, de Ovídio e a recepção dos clássicos na Literatura Portuguesa de Oitocentos.

19 de Abril - 16 horas
José Pedro Serra (Professor Auxiliar da FLUL) e Ana Maria Tarrío (Professora Auxiliar da FLUL)
Sobre Tragédia Grega e a recepção dos clássicos no Humanismo Português.

24 de Abril - 22 horas
Sessão de Leitura de Poesia Clássica, festejando a Noite da Liberdade (programa a anunciar).

Blogue da Livrododia:
http://www.diariodeumlivreiro.blogspot.com/

domingo, março 16, 2008

Pensadores e Lusosofia

Na imprensa
O PÚBLICO inicia amanhã, dia 17, a publicação da colecção “Grandes Pensadores”, distribuída com o jornal todas as segundas-feiras, até 28 de Julho. Nos livros, de aproximadamente 300 páginas cada (e de capa dura), dá-se uma perspectiva sobre a vida e obra de 21 filósofos e pensadores:
1.º volume (17 de Março): Platão e Sócrates
2.º volume (24 de Março): Aristóteles
3.º volume (31 de Março): Séneca
4.º volume (07 de Abril): Santo Agostinho
5.º volume (14 de Abril): São Tomás de Aquino
Os restantes volumes são sobre Descartes, Pascal, Rousseau, Adam Smith, Kant, Hegel, J. Stuart Mill, Darwin, Marx, Nietzsche, Freud, Ortega y Gasset, Popper, Sartre, e Claude Levi Strauss.
Claro: haveria outros tão ou mais importantes para incluir na colecção, mas, tal como em qualquer antologia, algum há-de ficar sempre de fora.

Na Rede
A recém-criada página Lusosofia: Biblioteca On-Line de Filosofia (dinamizado pelo Instituto de Filosofia Prática da Universidade da Beira Interior) tem por objectivo disponibilizar em português textos da área da Filosofia.
Interessa-nos, no âmbito deste blogue, dar relevo às traduções de alguns textos clássicos da Filosofia, visto que o sítio pretende ser “[u]m repertório de textos clássicos significativos, sobretudo já no domínio público, vertidos a partir das línguas originais e procedentes de todas as épocas, relativos aos temas fundamentais da reflexão filosófica. Comporá por isso, assim esperamos, uma espécie de simpósio universal que acolhe diferentes tipos, tendências e estilos de filosofar, onde se descobrirá decerto a marca e o estigma de tempos e mundos diversos, mas também uma espécie de vitória sobre o tempo devido à premência e à perenidade das questões.” Já em lista para disponibilizar em breve estão textos de Aristóteles (Metafísica, livro XII) e de S. Tomás de Aquino (Os princípios da natureza, A eternidade do mundo, As criaturas espirituais, e algumas Quaestiones de veritate). Outros, certamente, se seguirão.
O portal tem ainda como objectivo dispor de ensaios sobre questões filosóficas. Destaco o artigo “Da Ambiguidade da Música na Antiguidade tardia e no Pensamento de St.º Agostinho”, de José Silva Rosa, já disponível.
Resta referir que os textos estão num cómodo formato pdf.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Agostinho no ar

Enquanto o programa sobre Tucídides ainda pode ser ouvido na internet durante esta semana, começa hoje a emissão de Essay: Greek and Latin Voices dedicada a Santo Agostinho. Na BBC Radio 3, em directo às 23h (de segunda a quinta-feira), ou então a qualquer hora em Listen Again.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

De Trinitate - Apresentação

Por correio electrónico chega-me esta informação:

A Paulinas Editora tem a honra de convidar V. Ex.ª para o lançamento da Obra TRINDADE - DE TRINITATE de Santo Agostinho. A apresentação será feita pelo Professor Jacinto Farias, seguindo-se a intervenção do coordenador da edição, Professor Arnaldo Espírito Santo e a leitura de extractos significativos da obra pela Professora Maria Cristina de Sousa Pimentel.
4 de Dezembro, pelas 18h

Edifício da Biblioteca João Paulo II, Sala de Exposições do 2º andar, Universidade Católica Portuguesa de Lisboa

sexta-feira, outubro 12, 2007

De Trinitate

[Santo Agostinho refutando os heréticos. Iluminura de manuscrito M92, da Morgan Library, Nova Iorque]

O De Trinitate de Santo Agostinho é um dos textos mais importantes do Cristianismo primitivo e, consequentemente, da construção daquilo que hoje se denomina a Civilização Ocidental. Por isso é de saudar a nova tradução desta obra ímpar, cujo lançamento decorreu dia 10 de Outubro de 2007, no Centro Pastoral Paulo VI (Fátima). A tradução é de Arnaldo do Espírito Santo (que também coordena), Cristina Pimentel, João Beato e Domingos Lucas Dias. O texto é introduzido e anotado por José Maria Silva Rosa, e está editado nas edições Paulinas.