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sexta-feira, setembro 26, 2008

Museu Virtual de Herculano

Reproduzo a notícia da BBC:
Herculaneum task
They may seem unlikely early adopters, but museum curators have been some of the keenest to employ technology to blow dust of their show-cases and bring their exhibits to life. So much so, in fact, that there is now a museum dedicated to ancient history where the technology doesn’t just supplement the exhibits, but has replaced them entirely.

Wealth has always liked to dip its toes in the Mediterranean. The Italian coast at Amalfi near Naples is pretty comfortably off, and two thousand years ago well-to-do Romans trailed their togas in the sand at nearby Herculaneum. Until one night in 79 AD.
The eruption of Mount Vesuvius encased the town in scalding ash, killing those who tried to flee and preserving some of the finest examples of private Roman villas under 25 metres of debris.
Herculaneum’s Virtual Museum of Archeology (MAV) opened this summer. It creators’ aim was to digitally repair the damage wrought by Vesuvius and imagine what the living town was like.
Walter Ferrara, Head Curator, MAV: "We have so many archaeological realities nearby. 70 metres from here we have ancient Ercolano (Herculaneum). You can see only stones and some buildings how they are now. You cannot see them how they were.
"You can read about them. You can look at pictures, but it is not the same as seeing these [new] reconstructions, that are immersive and have a lot of appeal."
MosaicActually, the Romans are a very suitable subject for a digital museum; you only have to look at their mosaics to see that they were great proponents of the pixel. And one of the things that separate them from the Greeks is their technological prowess. If the Romans were around today, they’d probably watch Click.
But the developers here have been careful not to let the museum’s message become too eclipsed by 21st century technology.
Gaetano Capasso, Concept Developer for MAV: "The big difference with our museum is that the technology is transparent, invisible. For us this is the aim of technology.
"[I remember a German poem which says] when snow falls on a bell it doesn’t make it ring. And it is the same with our technology. You guess this presence, but you don’t see it. Technology has to prompt curiosity, but remain discrete.”
The MAV is unique among archaeological museums in exhibiting absolutely no ancient artefacts at all: no real Roman busts, no original murals. But there are also no alarms, no tetchy guards and no 'don’t touch' signs.
What’s nice about this museum is just how tactile it is. You can just wipe your hand across condensation to reveal the image underneath.
A camera tracking trick ofdisappearing dust is used a number of times, giving visitors a feel for the thrill of archaeological discovery. There are some other nice touches, including the fact that the museum is unapologetically educational.
Vesuvius will continue to sleep off its historic night of mayhem, so the main threat to Herculaneum, now that much of it has been excavated, is from us. If visitors to the town can be persuaded to come to the virtual museum rather than plodding around the ruins then it might go someway toward preserving them for the future.
Caterina Cozzalino, Archaeologist: "This is also the best way to make these towns live in the future, because otherwise I think they will be destroyed again and not by Vesuvius, but by people.”
As well worn as the monuments the tourists clamber over, is the notion that Italy’s heritage is so rich the country can barely afford to preserve it. The budget for Italy’s Culture Ministry for the next three years has just been slashed by 1.3 billion Euros.
With this virtual museum pulling in paying customers, and lightening the tourist load at the excavation, it might act as a model for more of Italy’s fragile archaeological sites.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Criptopórtico

Está aberto ao público este fim-de-semana (de sexta a domingo) o Criptopórtico romano da Rua da Conceição, na Baixa de Lisboa.
Galerias Romanas da Rua da Prata
Desde a data da sua descoberta na sequência do grande terramoto de 1755, esta estrutura romana foi sendo alvo de múltiplas interpretações relativamente à sua função original, sendo hoje as teses quase unânimes em identificá-lo como sendo um criptopórtico.
As suas características construtivas, tipologia e materiais associados sugerem uma construção da época de Augusto, datada entre o século I a.C e o século I d.C. e contemporânea de outros grandes edifícios públicos da cidade de Olisipo.

A Descoberta
Em 1771 durante a reconstrução da cidade de Lisboa, na sequência do grande Terramoto de 1755, surgiram pela primeira vez notícias da existência de um vasto conjunto de Galerias Romanas no subsolo da Baixa. A incipiente noção de património de então, levaria a que apenas uma inscrição romana dedicada a Esculápio (Deus da Medicina) fosse salvaguardada. O edifício romano, constatada a sua grande robustez, serviria de alicerce aos prédios pombalinos.
Em 1859, obras de saneamento permitiram, pela única vez, observar restos das construções romanas que se erguiam sobre as Galerias. Foi então feito o levantamento exaustivo das ruínas, um dos trabalhos arqueológicos pioneiros na cidade de Lisboa, pela mão de José Valentim de Freitas. Visitas esporádicas, com finalidades jornalísticas e de investigação, iniciaram-se em 1909, sendo as Galerias à data conhecidas por "Conservas de Água da Rua da Prata" por serem utilizadas pela população como cisterna.
Abririam ao público com regularidade a partir dos anos 80 época em que foi possível à Câmara Municipal de Lisboa criar condições restritas de acessibilidade ao monumento. Actualmente são visitáveis uma vez por ano pois encontram-se com um nível de água elevado cuja bombagem é um processo moroso e que levantaria problemas de conservação do próprio edifício e dos edifícios pombalinos anexos se retirada mais amiúde.

A Função
A arquitectura e as técnicas de construção destas Galerias sugerem tratar-se de um monumento da época dos Imperadores Júlio-Cláudios (primeira metade do séc. I d.C.), contemporâneo de outros edifícios públicos da cidade romana de Olisipo.
Os últimos trabalhos arqueológicos do Museu da Cidade revelaram que as Galerias foram erguidas sobre uma muito espessa placa artificial de rija argamassa romana (opus caementicium- "antepassado remoto do betão") colocada sobre areia. A análise da arquitectura revelou também o emprego de proporções rigorosas no tamanho dos arcos, como se esperaria numa obra de época imperial romana.
As Galerias Romanas têm sido alvo de diversas interpretações, de Termas a Forúm Municipal, desde a sua descoberta. Conhecendo-se hoje melhor o seu entorno em época romana, ligado às actividades portuárias e comerciais, as propostas mais recentes indicam tratar-se de um «criptopórtico», erguido para suportar outras edificações de grande dimensão.
Os «criptopórticos» eram construções abobadas, empregues com alguma frequência pelos romanos em terrenos instáveis ou de topografia irregular para criar uma plataforma de suporte a outras edificações, normalmente públicas.
O achado sobre as Galerias da inscrição dedicada ao Deus Esculápio por dois sacerdotes do culto imperial, em seu nome e no do Município de Olisipo, parece confirmar o carácter público do edifício.

O que se pode ver
O acesso à totalidade do monumento foi truncado pela construção, desde o séc. XVIII, dos colectores de esgoto da cidade. A parte visitável é constituída por uma rede de galerias perpendiculares, de diferentes alturas, onde se destacam:
•Pequenos compartimentos (celas) dispostos lateralmente a algumas das galerias, que poderão ter sido utilizados na época romana como áreas de armazenamento
• Arcos em cuidada cantaria de pedra almofadada, técnica típica dos inícios da época imperial romana
• Abóbadas, onde são visíveis as marcas das tábuas de madeira que serviram para a sua construção e onde se pode observar várias aberturas circulares que serviram bocas de poço a partir de data desconhecida
• "Galeria das Nascentes", também chamada "dos Olhos de Água", que ostenta a fractura que divide em dois a parte hoje visitável do monumento. Nesta fenda brota a água proveniente do lençol freático e que irrompe inundando toda a área das galerias.

quinta-feira, julho 24, 2008

Hadrian: Empire and Conflict

Exposição sobre o Imperador Adriano, no British Museum

«24 July - 26 October 2008 Reading Room £12, concessions available

The Roman Emperor Hadrian (117 to 138AD) is best known for his passion for Greek culture, interest in architecture, his love for Antinous, and of course the eponymous wall he built between England and Scotland, then Caledonia. This exhibition, supported by BP, will look beyond this established image and offer new perspectives on his life and legacy, exploring the sharp contradictions of his personality and his role as a ruthless military commander. Incorporating recent scholarship and the latest spectacular archaeological discoveries, the exhibition will feature over 180 objects from 28 lenders from Italy to Georgia, from Israel to Newcastle. Loans of dramatic sculpture, exquisite bronzes and architectural fragments will be brought together and displayed for the first time in the UK, alongside famous objects from the Museum’s own collection such as the iconic bronze head of Hadrian and the Vindolanda tablets. This exhibition will be held in the Round Reading Room, often compared to one of Hadrian’s architectural masterpieces, the Pantheon in Rome.»

Mais aqui.


Um vídeo promocional poder ser visto aqui.

segunda-feira, abril 21, 2008

Sit tibi terra leuis

Amanhã às 18h30 será inaugurada a exposição ‘Sit tibi terra leuis’: Rituais Funerários Romanos e Paleocristãos em Portugal, no Museu Nacional de Arqueologia.

domingo, abril 20, 2008

Festival Internacional de Teatro em Maio

VII Edição do Festival Internacional de Teatro Clássico
14 de Maio de 2008

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (Sintra)

Programa:
11h: Ifigénia em Áulide de Eurípides (Grupo de Teatro da Universidade de Alicante)
15h30: As Vespas de Aristófanes (Grupo Thíasos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Entrada: 2,50€ (grupos escolares têm entrada livre, mediante reserva)

quinta-feira, junho 14, 2007

Noites do Museu (Odrinhas)


O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas organiza "visitas à luz da chama guiadas por figuras da Romanidade". As visitas, mediante reserva, decorrem nos dias 23 de Junho, 14 de Julho e 15 de Setembro, entre as 21h e as 24h.


Mais informações:

219609520
219613578 (fax)