“Como é que se chama, quando o dia desponta, como hoje, e em que tudo está malbaratado, em que tudo está saqueado, e em que, no entanto, o ar é respirável, e em que perdemos tudo, em que a cidade arde, em que os inocentes se matam uns aos outros, mas em que os culpados agonizam num canto do dia que desponta? - Pergunta ao mendigo. Ele sabe. - Isso tem um belo nome, senhora Narses. Chama-se aurora.”
apud Jacqueline de Romilly, A Tragédia Grega, Lisboa 1997 (Paris, 1970), p.153
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quinta-feira, julho 09, 2009
terça-feira, abril 28, 2009
"And Now for Something Completely Different"
Sim, sim, é mesmo grego antigo.
(Nota: Para sua maior comodidade por favor toque mentalmente a música do genérico dos Monty Python enquanto assiste a este vídeo.)
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Párodo do Agamémnon
Deixo-vos um excerto de uma representação do Agamémnon de Ésquilo, correspondente à secção lírica do párodo (aproximadamente vv. 123-257 do texto grego). Esta representação da Oresteia, encenada por Peter Hall a partir da recriação poética por Tony Harrison, foi pela primeira vez levada a cena no National Theatre em 1981 e foi em 1983 transmitida no Channel 4.
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domingo, abril 20, 2008
Festival Internacional de Teatro em Maio
VII Edição do Festival Internacional de Teatro Clássico
14 de Maio de 2008
Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (Sintra)
14 de Maio de 2008
Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (Sintra)
Programa:
11h: Ifigénia em Áulide de Eurípides (Grupo de Teatro da Universidade de Alicante)
15h30: As Vespas de Aristófanes (Grupo Thíasos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Entrada: 2,50€ (grupos escolares têm entrada livre, mediante reserva)
11h: Ifigénia em Áulide de Eurípides (Grupo de Teatro da Universidade de Alicante)
15h30: As Vespas de Aristófanes (Grupo Thíasos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Entrada: 2,50€ (grupos escolares têm entrada livre, mediante reserva)
quarta-feira, abril 02, 2008
Literatura Clássica e Portuguesa em Abril, em Torres Vedras
Decorre na livraria Livrododia - Centro Histórico, em Torres Vedras, uma série de sessões sobre literatura clássica e portuguesa. As sessões serão nos primeiros três sábados do mês, e apresentadas e moderadas por mim, e o companheiro "blogueiro" aqui do estaminé, o Ricardo, vai participar numa das sessões. Além disso, a noite de 24 de Abril será integralmente dedicada à poesia greco-latina.
O programa é o seguinte:
5 de Abril - 16 horasO programa é o seguinte:
Cristina Pimentel e Arnaldo Espírito Santo (ambos Professores Catedráticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Sobre Trindade, de Santo Agostinho.
12 de Abril - 16 horas
Paulo Farmhouse Alberto (Professor Associado com Agregação da FLUL) e Ricardo Nobre (Investigador do Centro de Estudos Clássicos da UL)
Sobre Metamorfoses, de Ovídio e a recepção dos clássicos na Literatura Portuguesa de Oitocentos.
19 de Abril - 16 horas
José Pedro Serra (Professor Auxiliar da FLUL) e Ana Maria Tarrío (Professora Auxiliar da FLUL)
Sobre Tragédia Grega e a recepção dos clássicos no Humanismo Português.
24 de Abril - 22 horas
Sessão de Leitura de Poesia Clássica, festejando a Noite da Liberdade (programa a anunciar).
Blogue da Livrododia:
http://www.diariodeumlivreiro.blogspot.com/
segunda-feira, novembro 05, 2007
Mal Nascida
Depois de Filha da Mãe, Ganhar a Vida e Noite Escura, João Canijo regressou aos mitos clássicos, recriando o mito de Electra numa aldeia transmontana portuguesa. O filme chama-se Mal Nascida, e esteve na 64ª Mostra de Cinema de Veneza, na secção "Orizzonti", em Setembro, embora só estreie por cá dentro de 2 ou 3 meses, segundo me disse hoje o realizador. Se for tão bom como Ganhar a Vida (uma Antígona) e Noite Escura (uma Ifigénia), as primeiras unidades desta assumida trilogia clássica, espera-nos mais uma obra incontornável no actual cinema português.
"Lúcia é uma mal nascida, uma mal amada, é a eterna viúva do seu pai. Um grito antes de ser um corpo, enlouquecida, maltratada e humilhada, sobrevive enlutada com a lembrança do crime e da traição da mãe, grita a sua dor inconsolável para não dar descanso nem paz aos assassinos do pai. Vive na esperança desesperada do regresso do irmão para cumprir a promessa de vingar o sangue do pai."
"Lúcia é uma mal nascida, uma mal amada, é a eterna viúva do seu pai. Um grito antes de ser um corpo, enlouquecida, maltratada e humilhada, sobrevive enlutada com a lembrança do crime e da traição da mãe, grita a sua dor inconsolável para não dar descanso nem paz aos assassinos do pai. Vive na esperança desesperada do regresso do irmão para cumprir a promessa de vingar o sangue do pai."
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domingo, outubro 28, 2007
Thíasos representa Agamémnon
Via De Rerum Natura vem a notícia de que o Thíasos, grupo de teatro do Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra, leva à cena o Agamémnon de Ésquilo, no dia 31 de Outubro, às 21h30, no Teatro da Cerca de São Bernardo (Pátio da Inquisição, Coimbra). A entrada é livre, por isso não há desculpas para faltar! O Thíasos continua a reviver o teatro clássico, fazendo-o com uma qualidade e profissionalismo raros em grupos amadores. A não perder.terça-feira, outubro 23, 2007
Prémio P.E.N. Clube - Ensaio
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sábado, março 03, 2007
José Pedro Serra, "Pensar o Trágico"
"Perguntar o que é a tragédia significa aceitar a tradição, querer ver o que os outros viram e integrar isso numa mais ampla e não ingénua visão; perguntar o que é a tragédia significa, pois, aceitar a história, interpelando-a. De acordo com o que em cada visão se vê, o homem, em cada época, se faz gesto e pensamento; esse contínuo e renovado erguer-se, a si e ao mundo, é obra de cultura e a cultura é obra humana, rasto humano na poeira pelo tempo levantada. Perguntar o que é a tragédia é, então, cultura sobre cultura debruçando-se, revisitação, demanda prolongada do rosto do homem e da realidade que habita. A demanda move-se pelo desejo, e o desejo de ver, de conhecer, é a afortunada maldição da nossa condição de seres mortais".
José Pedro Serra, Pensar o Trágico. Categorias da Tragédia Grega. Fundação Calouste Gulbenkian, 2006. ISBN: 972-31-1166-7
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quarta-feira, novembro 01, 2006
Filoctetes na Cornucópia (III)
A minha amiga e colega Ana María Tarrío fez-me chegar fotografias da representação do Filoctetes de Sófocles que a Cornucópia leva a cabo, tendo por base a recriação poética de Frederico Lourenço. Ainda não consegui ir ver, mas conto fazê-lo este Domingo. Deixo aqui uma fotografia para abrir o apetite, a mim e aos que perdem tempo a ler este blogue.

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Recriação poética do Filoctetes de Sófocles, por Frederico Lourenço
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domingo, outubro 15, 2006
Expressões - "Megera"
Ega então, n'um soberbo alarde d'indifferença, cravou o monoculo no palco. O lacaio abalára espavorido, a um repique furioso de sineta; e uma megera azeda, de roupão verde e touca á banda, rompera de dentro, meneando desesperadamente o leque, ralhando com uma mocinha delambida que batia o tacão, se esganiçava: «Pois hei de amal-o sempre! hei de amal-o sempre!»
As Erínias são divindades infernais, que punem os crimes susceptíveis de alterar a ordem social, com especial apetência pela perseguição de homicidas e mais ainda por parricidas, a quem perseguem e frequentemente enlouquecem. Foram identificadas pelos romanos com as Fúrias. O seu número e nomes variam, mas são geralmente três, e os seus nomes Alecto, Tisífone e Megera. A primeira, Alecto, é aquela que nunca é apaziguada; a segunda, Tisífone, o espírito de vingança; a terceira, Megera, é a personificação do ódio e do mau-olhado.
No mundo grego são também designadas por Euménides, e dão o nome à terceira tragédia da única trilogia sobrevivente de Ésquilo, a Oresteia. Nesta tragédia, as Erínias perseguem Orestes, depois de este ter assassinado a sua mãe, Clitemnestra, instigado por Apolo e Electra, para vingar a morte de seu pai, Agamémnon.
Voltando à nossa Megera, acabou por se perder a ideia original de nome de divindade, e o nome próprio passou a nome comum, designando uma mulher cruel, de mau génio.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Filoctetes na Cornucópia (II)
A Comissão Pedagógica do Departamento de Estudos Clássicos da F.L.U.L. está a organizar uma ida ao Teatro da Cornucópia, para assistir à representação da tragédia de Sófocles Filoctetes, na recriação poética de Frederico Lourenço, no dia 31 de Outubro, Terça-feira, às 21:30h. Professores e alunos usufruirão do preço especial de 5€ por bilhete.A inscrição está marcada para o dia 11 de Outubro, devendo ser contactada a Professora Ana María Tarrío ou o autor deste blogue.
terça-feira, outubro 03, 2006
"Noite escura" de João Canijo
João Canijo constrói uma Ifigénia contemporânea, num filme poderoso e perturbante. Um dos grandes filmes portugueses dos últimos anos.
"Uma noite escura de inverno algures na província portuguesa. Uma casa de alterne onde está a começar mais um dia de trabalho para a família que a gere, pai, mãe e duas filhas, as raparigas que entretêm e seduzem os clientes, um mundo de falsas aparências e onde os sonhos de uma outra vida acabarão por se desfazer. Porque o pai, a quem um negócio correu mal, se verá obrigado a sacrificar a sua filha mais nova, e assim acabará por destruir toda a sua família..."
"Uma noite escura de inverno algures na província portuguesa. Uma casa de alterne onde está a começar mais um dia de trabalho para a família que a gere, pai, mãe e duas filhas, as raparigas que entretêm e seduzem os clientes, um mundo de falsas aparências e onde os sonhos de uma outra vida acabarão por se desfazer. Porque o pai, a quem um negócio correu mal, se verá obrigado a sacrificar a sua filha mais nova, e assim acabará por destruir toda a sua família..."
segunda-feira, outubro 02, 2006
Filoctetes na Cornucópia
A Cornucópia apresenta o Filoctetes de Sófocles, numa recriação poética de Frederico Lourenço. Mais informações aqui.
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