segunda-feira, outubro 29, 2007

VII Congresso da APEC

O VII Congresso da Associação Portuguesa de Estudos Clássicos decorrerá em Évora de 10 a 12 de Abril de 2008, mas o pedido de inscrições de conferencistas termina em Dezembro.
Em 2008, o congresso tem como tema Espaços e Paisagens: Antiguidade Clássica e heranças contemporâneas, pelo que, como nos outros, não só pretende a divulgação de produção científica dos investigadores portugueses na área dos Estudos Clássicos, como também pretende uma perspectiva alargada sobre a herança clássica projectada para o mundo contemporâneo.

domingo, outubro 28, 2007

Grande Prémio de Tradução do P.E.N. Clube Português e da Associação Portuguesa de Tradutores

[Thomas More]

aqui se deu conta do prémio P.E.N. Clube (Ensaio), atribuído ao professor José Pedro Serra. Não podíamos esquecer, no entanto, o Grande Prémio de Tradução do P.E.N. Clube Português e da Associação Portuguesa de Tradutores relativo a 2006, atribuído ao professor Aires A. Nascimento, da FLUL, pela sua tradução da Utopia de Thomas More.

A atribuição deste prestigiado prémio a professores da FLUL não é inédita, e basta recordar que em 2003 ele foi para o professor Frederico Lourenço, pela sua tradução da Odisseia de Homero, e em 2000 para os professores Arnaldo do Espírito Santo, Cristina Pimentel e João Beato, pelas Confissões de Santo Agostinho. Venham mais, traduções e prémios!

Thíasos representa Agamémnon

Via De Rerum Natura vem a notícia de que o Thíasos, grupo de teatro do Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra, leva à cena o Agamémnon de Ésquilo, no dia 31 de Outubro, às 21h30, no Teatro da Cerca de São Bernardo (Pátio da Inquisição, Coimbra). A entrada é livre, por isso não há desculpas para faltar! O Thíasos continua a reviver o teatro clássico, fazendo-o com uma qualidade e profissionalismo raros em grupos amadores. A não perder.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Apuleio de fresco

A notícia chegou de improviso ao Colóquio A Sexualidade no Mundo Antigo. Acaba de sair a nova tradução do Burro de Ouro (ou Metamorfoses) de Apuleio, feita por Delfim Leão, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Aproveitando-se a presença do tradutor na sala, Cristina Pimentel, Professora Catedrática do Departamento de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, apresentou a obra, chamando a atenção para vários aspectos literários da mesma, alguns da maior relevância, como o facto de aquele ser um dos romances da Antiguidade, e por ser ali que se conta a belíssima história de Amor e Psique.
Mais uma edição dos Livros Cotovia.

terça-feira, outubro 23, 2007

Prémio P.E.N. Clube - Ensaio

O P.E.N. Clube decidiu atribuir ao professor José Pedro Serra, do Departamento de Estudos Clássicos da FLUL, o prémio de Ensaio relativo a 2006, pela sua obra Pensar o Trágico (Fundação Calouste Gulbenkian). Este prémio é uma enorme satisfação para todos nós que prezamos e cultivamos as coisas clássicas.

segunda-feira, outubro 15, 2007

As vitórias e conquistas do Império Romano

AS VITÓRIAS E CONQUISTAS DO EXÉRCITO ROMANO
ADRIAN GOLDSWORTHY


Apresentação inicial
Doutor Carlos Fabião

16 de Outubro de 2007 - 10H30 - Anfiteatro IV
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Organização:
Centro de História da Universidade de Lisboa

sábado, outubro 13, 2007

Symposion e philanthropia em Plutarco

Divulgo e-mail recebido de Delfim Leão, da Universidade de Coimbra:

«Prezados colegas e amigos classicistas,

Conforme informei já em mensagem anterior, a International Plutarch Society irá realizar o seu congresso trienal em Coimbra (Setembro de 2008). O tema geral escolhido para o congresso é "Symposion e philanthropia em Plutarco". Embora o prazo para apresentação de propostas de comunicação termine somente em finais de Outubro, já recebemos até ao momento várias dezenas de sugestões. Como seria de esperar num congresso da IPS, as propostas provêm sobretudo do estrangeiro, tanto da América como da Europa. No entanto, seria igualmente importante que os classicistas portugueses aproveitassem esta oportunidade para dar a conhecer a um público mais vasto as suas reflexões sobre estas matérias, contribuindo assim para a internacionalização da investigação desenvolvida em Portugal. Vinha, portanto e em nome da Comissão Organizadora, reiterar o convite para participarem no congresso, antes que o elevado número de propostas vindas do exterior obrigue eventualmente a Organização a recusar sugestões interessantes. No site oficial do congresso, há mais informação disponível (http://www.plutarchus.org).

Obrigado pela atenção e votos de bom fim-de-semana,

Delfim Leão»

sexta-feira, outubro 12, 2007

De Trinitate

[Santo Agostinho refutando os heréticos. Iluminura de manuscrito M92, da Morgan Library, Nova Iorque]

O De Trinitate de Santo Agostinho é um dos textos mais importantes do Cristianismo primitivo e, consequentemente, da construção daquilo que hoje se denomina a Civilização Ocidental. Por isso é de saudar a nova tradução desta obra ímpar, cujo lançamento decorreu dia 10 de Outubro de 2007, no Centro Pastoral Paulo VI (Fátima). A tradução é de Arnaldo do Espírito Santo (que também coordena), Cristina Pimentel, João Beato e Domingos Lucas Dias. O texto é introduzido e anotado por José Maria Silva Rosa, e está editado nas edições Paulinas.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Descoberto Tesouro Romano

Uma notícia do PÚBLICO:

Descoberto tesouro romano com milhares de moedas

Estação arqueológica no concelho da Meda escondia na parede da casa de um antigo ferreiro um tesouro em moedas de cobre e bronze

Um tesouro monetário romano do século IV, com 4526 moedas, foi encontrado no sítio arqueológico do Vale do Mouro, Coriscada, concelho de Mêda. Segundo o arqueólogo António Sá Coixão, as moedas de cobre e bronze estavam escondidas numa parede, "juntamente com objectos de ferro, provavelmente na casa que teria pertencido a um ferreiro".

O achado foi feito na quinta-feira passada, no último dia da campanha arqueológica que estava a decorrer desde Julho, adiantou o responsável pelas escavações. "Estava no local com dois homens, já a elaborar os desenhos finais, mas mandei fazer uma sondagem", contou António Sã Coixão.

"Os homens começaram a abrir uma vala e um deles chamou-me a atenção dizendo que estavam lá umas paredes e foi nessa ocasião que encontrámos as moedas escondidas", recordou o arqueólogo, acrescentando que o espólio estava "dentro de um saco de serapilheira, o que é uma coisa para o inédito". Segundo explicou, quem escondeu o "tesouro" executou "um alinhamento de pedras, colocou as moedas no interior de um saco de serapilheira, deitou uma camada de terra e, por cima, disfarçou com ferragens diversas (uma foice, uma picareta, argolas para lareira, duas chaves) e mais terra, para as pessoas pensarem que era uma tulha de ferreiro".

"O dono das moedas enterrou-as no local, mas depois terá morrido e já não as desenterrou, tendo elas permanecido escondidas até agora", supõe o arqueólogo.

António Sá Coixão mostra-se surpreendido com o achado, constituído por um número "invulgar" de moedas. Já tinha encontrado outro "tesouro" de menor grandeza, composto por 414 moedas, durante prospecções em Freixo de Numão (Vila Nova de Foz Côa). Todavia, observou, que "os tesouros romanos são encontrados nos sítios mais esquisitos".

O espólio tem "um valor muito grande", tendo em conta a futura musealização do sítio arqueológico e a criação de um museu onde todo o material ali encontrado será mostrado. As 4526 moedas, aponta o arqueólogo, "têm que ser rapidamente inventariadas", para o que serão contactados especialistas que as irão estudar, limpar e inventariar, como aconteceu com o achado de Freixo de Numão.

"Não podem ficar fechadas num cofre, têm que ser preservadas", defendeu, esclarecendo que "as moedas de bronze conservam-se melhor, mas as de cobre estão muito deterioradas".

Na campanha arqueológica deste ano participaram meia centena de arqueólogos, técnicos e alunos de arqueologia de universidades do Porto, Polónia, Sérvia, Jugoslávia, Itália e Espanha.

Nas duas ultimas campanhas arqueológicas foram encontradas diversas áreas revestidas com mosaico policromado idêntico ao de Conímbriga, o que revela a importância do sítio romano do Vale do Mouro. No ano passado foi descoberta uma sala com seis metros quadrados e, este ano, um corredor em L e mais duas salas (uma delas aquecida) também revestidas com mosaicos policromados.

O mosaico está decorado com figurações humanas, geométricas e florais "com seis a sete cores", disse Sá Coixão. O achado datará da segunda metade do séc. III e primeira do séc. IV. Faz parte da área envolvente do complexo do balneário romano que começou a ser estudado em 2002. "Estamos perante uma vila de dimensões muito grandes.

Já escavámos muito, mas ainda estamos muito além daquilo que é o vicus [aldeia] ou vila romana."

terça-feira, outubro 09, 2007

segunda-feira, outubro 01, 2007

Ancient Literary Criticism

There are two great works that one may use for a deep study of the ancient literary theory and criticism. From Cambridge University Press, we have a gigantic work on Literary Criticism that tracks its history, The Cambridge History of Literary Criticism, which first volume constitute a very useful and complete survey in the Classical Criticism. From Oxford University Press, a Oxford Readings in Classical Studies volume gives a general overlook in the Ancient Literary Criticism.
Both works serve the purposes of the intermediate student, and the bibliography makes sufficient knowledge to further study. Please compare these:

Oxford Readings in Classical Studies: Ancient Literary Criticism
Edited by Andrew Laird
491 pages
“The volume makes widely available some important scholarship on the canonical texts of ancient rhetoric and poetics. Whilst there are numerous studies of general trends in classical criticism, this collection offers direct discussions of primary sources, which provide a useful companion to the Russell and Winterbottom anthology, Ancient Literary Criticism. The volume contains a chronology, suggestions for further reading, a new translation of Bernays’ 1857 essay on katharsis, and an important introductory chapter addressing the tension in ancient literary criticism between its place in the classical tradition and its role in contemporary endeavours to reconstruct ancient culture.”
Contents
1. The Value of Ancient Literary Criticism, by Andrew Laird
2. Poetic Inspiration in Early Greece, by Penelope Murray
3. Homeric Professors in the Age of the Sophists, by N. J. Richardson
4. A Theory of Imitation in Plato’s Republic, by Elizabeth Belfiore
5. Plato and Aristotle on the Denial of Tragedy, by Stephen Halliwell
6. Ethos and Dianoia: ‘Character’ and ‘Thought’ in Aristotle’s Poetics, by A. M. Dale
7. Aristotle on the Effect of Tragedy, by Jacob Bernays
8. Literary Criticism in the Exegetical Scholia to the Iliad: a Sketch, by N. J. Richardson
9. Stoic Readings of Homer, by A. A. Long
10. Epicurean Poetics, by Elizabeth Asmis
11. Rhetoric and Criticism, by D. A. Russell
12. Theories of Evaluation in the Rhetorical Treatises of Dionysius of Halicarnassus, by D. M. Schenkeveld
13. Longinus: Structure and Unity, by Doreen C. Innes
14. The Structure of Plutarch’s How to Study Poetry, by D. M. Schenkveld
15. ‘Ars Poetica’, by D. A. Russell
16. Ovid on Reading: Reading Ovid. Reception in Ovid, Tristia 2, by Bruce Gibson
17. Reading and Response in Tacitus’ Dialogus, by T. J. Luce
18. The Virgil Commentary of Servius, by Don Fowler
19. Ancient Literary Genres: a Mirage?, by Thomas G. Rosenmeyer
20. Criticism Ancient and Modern, by Denis Feeney
The volume includes a section with “Suggestions for Further Reading”.

The Cambridge History of Literary Criticism: Volume 1, Classical Criticism
Edited by George A. Kennedy
396 pages.
“Surveying the beginnings of critical consciousness in Greece and proceeding to the writings of Aristophanes, Plato, Aristotle, and Hellenistic and Roman authors, this volume is not only for classicists but for those with no Greek or Latin who are interested in the origins of literary history, theory, and criticism.”
Contents
1. Early Greek views of poets and poetry, by Gregory Nagy;
2. Language and meaning in Archaic and Classical Greece, by George A. Kennedy;
3. Plato and poetry, by G. R. F. Ferrari;
4. Aristotle’s poetics, by Stephen Halliwell;
5. The evolution of a theory of artistic prose, by George A. Kennedy;
6. Hellenistic literary and philosophical scholarship, by George A. Kennedy and Doreen C. Innes; 7. The growth of literature and criticism at Rome, by Elaine Fantham;
8. Augustan critics, by Doreen C. Innes;
9. Latin criticism of the Early Empire, by Elaine Fantham;
10. Greek criticism of the Empire, by Donald A. Russell;
11. Christianity and criticism, by George A. Kennedy.